Jayme eleva tom contra grupo que comanda Mato Grosso e diz que “corrupção vai explodir”: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 22/07/2026
O senador Jayme Campos (União Brasil) elevou o tom das críticas ao atual modelo de gestão de Mato Grosso e fez um dos discursos mais contundentes desde que colocou seu nome à disposição para disputar o Governo do Estado nas eleições de 2026. Em meio às articulações internas do União Brasil, que podem definir o apoio da legenda ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o parlamentar afirmou que o Estado foi transformado em uma “S.A.” administrada por um pequeno grupo de pessoas e declarou acreditar que denúncias de corrupção ainda virão à tona. Em uma das frases mais fortes da entrevista, Jayme afirmou que “vai estourar o furúnculo” da corrupção e que “não vai sobrar pedra sobre pedra”.
Sem citar nomes, o senador afirmou que Mato Grosso vive um momento em que decisões importantes estariam concentradas nas mãos de poucas pessoas, situação que, segundo ele, compromete os princípios da administração pública. Jayme defendeu um “freio de arrumação” na gestão estadual e disse que, caso seja candidato e eleito, pretende rever o modelo administrativo adotado pelo governo. Para o parlamentar, é necessário resgatar a autonomia das instituições e fortalecer uma gestão voltada ao interesse coletivo.
As declarações ocorrem em um momento delicado para o União Brasil. Jayme disputa internamente o direito de representar o partido na corrida ao Palácio Paiaguás, enquanto parte da direção estadual e diversas lideranças defendem a formação de uma aliança em torno da candidatura de Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos. O impasse se tornou um dos principais temas dos bastidores políticos em Mato Grosso e deve ser definido durante a convenção estadual da legenda, marcada para o próximo dia 30 de julho.
Ao comentar as articulações dentro do partido, Jayme voltou a cobrar respeito à sua trajetória política. O senador lembrou que permaneceu na legenda durante todas as mudanças partidárias que deram origem ao atual União Brasil e questionou a possibilidade de o partido abrir mão de uma candidatura própria para apoiar um nome de outra sigla. Segundo ele, sua história política, construída ao longo de seis mandatos conquistados pelo voto direto, credencia sua participação na disputa interna em igualdade de condições.
Mesmo demonstrando insatisfação com a condução das negociações, Jayme afirmou que respeitará a decisão da convenção partidária. O senador declarou que, caso não seja escolhido como candidato do União Brasil ao Governo de Mato Grosso, não pretende buscar outro caminho eleitoral. Segundo ele, deixará a disputa e seguirá sua vida fora do processo político, ressaltando que faz política por vocação e pelo compromisso com a população.
As declarações ampliam a tensão dentro do União Brasil e evidenciam o momento de divisão vivido pela legenda às vésperas da definição de seu projeto para 2026. A convenção estadual será decisiva para o futuro político do partido e poderá consolidar tanto uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás quanto uma aliança com o Republicanos. Independentemente do resultado, o discurso adotado por Jayme sinaliza que o debate eleitoral deve ganhar intensidade nas próximas semanas, com críticas cada vez mais duras entre os principais grupos que disputam o comando de Mato Grosso.
Política
Wellington endurece discurso, cobra lealdade no PL e admite expulsão de prefeitos que apoiarem adversários
Desistência de presidente do Creci abre espaço na chapa do MDB para deputado federal em Mato Grosso
PL fecha chapa competitiva para deputado federal em Mato Grosso e aposta em parlamentares, influenciadores e novos nomes para ampliar bancad
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
ALMT entra no Top 5 nacional de engajamento nas redes sociais e supera assembleias de grandes estados
Jayme eleva tom contra grupo que comanda Mato Grosso e diz que “corrupção vai explodir”: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”
Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”
