Cuiabá, 2026-07-29T17:45:14

União Brasil trava disputa interna por vagas na Assembleia e enfrenta impasse com excesso de candidatos fortes

União Brasil trava disputa interna por vagas na Assembleia e enfrenta impasse com excesso de candidatos fortesPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 29/07/2026

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O União Brasil entrou em uma das fases mais delicadas de sua estratégia para as eleições de 2026 em Mato Grosso. Nos bastidores da legenda, o principal desafio deixou de ser atrair candidatos e passou a ser administrar o excesso de nomes competitivos interessados em disputar uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. A disputa interna por espaço na chapa proporcional já provoca tensão entre lideranças históricas, deputados em busca de reeleição e novos nomes que pretendem entrar na corrida eleitoral.

A direção estadual do partido trabalha para montar uma chapa considerada altamente competitiva, mas enfrenta dificuldades para acomodar todos os pré-candidatos de peso. O problema ganhou dimensão porque o União Brasil pretende repetir o protagonismo conquistado em 2022, quando elegeu uma das maiores bancadas da Assembleia, e agora precisa equilibrar interesses de grupos políticos distintos, lideranças regionais e figuras ligadas ao governo estadual.

Atualmente, a legenda conta com deputados estaduais que já possuem estrutura consolidada, como Júlio Campos, Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende, além de outras lideranças que disputam espaço na composição da chapa. Ao mesmo tempo, novos nomes pressionam por uma vaga, impulsionados pela expectativa de crescimento eleitoral do partido e pela força política do grupo liderado pelo governador Mauro Mendes, presidente estadual da legenda.

O cenário ficou ainda mais complexo após a saída do deputado Eduardo Botelho, que deixou o União Brasil para disputar a reeleição por outra sigla. A mudança abriu espaço para novas articulações, mas também aumentou a concorrência entre pré-candidatos que enxergam a oportunidade de ocupar parte do eleitorado antes vinculado ao parlamentar.

Nos cálculos internos, o União Brasil acredita ter potencial para eleger uma bancada robusta na Assembleia Legislativa, mas o número de postulantes considerados viáveis supera a quantidade de vagas estratégicas disponíveis. A legenda busca evitar que candidatos com densidade eleitoral semelhante disputem o mesmo reduto, o que poderia fragmentar votos e reduzir o desempenho coletivo da chapa.

Outro fator que pesa nas negociações é a formação da federação União Progressista, aliança entre União Brasil e Progressistas, que alterou o tabuleiro das eleições proporcionais e exige uma distribuição mais cuidadosa dos espaços entre lideranças dos dois grupos políticos. A construção das chapas passou a depender de cálculos eleitorais mais rigorosos, considerando coeficiente eleitoral, votação regionalizada e potencial de transferência de votos.

Enquanto o partido tenta resolver o impasse, dirigentes defendem que a prioridade é preservar a unidade interna para evitar migrações de candidatos para outras legendas. A preocupação é considerada estratégica porque partidos concorrentes também disputam lideranças com votação consolidada, especialmente em municípios do interior do estado, onde o União Brasil mantém forte presença política.

As próximas semanas serão decisivas para definir quem permanecerá na disputa e quem poderá buscar espaço em outras composições partidárias. A expectativa é que as negociações se intensifiquem antes da consolidação definitiva das chapas proporcionais, momento em que o partido precisará transformar um excesso de candidatos competitivos em uma estratégia capaz de maximizar o número de cadeiras na Assembleia Legislativa e preservar seu protagonismo na política mato-grossense.

A disputa interna ocorre em um momento de reorganização do cenário eleitoral estadual, marcado pela corrida ao Governo de Mato Grosso, pelas articulações para o Senado e pela definição das alianças que devem moldar a eleição de 2026. Nesse contexto, a montagem da chapa de deputado estadual tornou-se uma das peças centrais da estratégia do União Brasil para manter influência tanto na Assembleia Legislativa quanto na sucessão do Palácio Paiaguás.

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