Mauro diz que vitória de Jayme no União não basta e coloca PP no centro da disputa pelo Governo de MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 29/07/2026
A disputa interna do União Brasil pela candidatura ao Governo de Mato Grosso ganhou um novo capítulo com uma declaração do presidente estadual da legenda, Mauro Mendes. O ex-governador afirmou que uma eventual vitória do senador Jayme Campos na convenção do partido, marcada para esta quinta-feira (30), não será suficiente para garantir sua candidatura ao Palácio Paiaguás, já que o nome também precisará ser aprovado pelo Progressistas (PP), parceiro do União Brasil na Federação União Progressista.
A manifestação reforça que a decisão sobre quem representará o grupo na eleição de 2026 não depende apenas do resultado da convenção do União Brasil. Pela regra da federação, os dois partidos precisam adotar uma posição conjunta para que a candidatura seja oficialmente homologada. Caso União Brasil e PP cheguem a conclusões diferentes, caberá à executiva estadual da Federação deliberar sobre o impasse e encaminhar a definição para a direção nacional.
Segundo Mauro Mendes, o processo seguirá rigorosamente o estatuto partidário e as normas da federação, independentemente da vontade das principais lideranças envolvidas. “As coisas acontecem de acordo com as regras previamente estabelecidas. Hoje, no União Brasil, quem decide isso são os convencionais. Depois, o PP também vai decidir. Se houver divergência, a federação estadual delibera e encaminha para homologação nacional”, afirmou.
A declaração ocorre em meio ao acirramento da disputa entre Jayme Campos e o grupo político alinhado a Otaviano Pivetta (Republicanos), atual vice-governador e principal nome apoiado por Mauro Mendes para sucedê-lo no comando do Estado. Nos bastidores, a avaliação predominante é que o PP tende a manter apoio à candidatura de Pivetta, o que pode dificultar o avanço da candidatura própria defendida por Jayme.
Mesmo que o senador conquiste maioria entre os convencionais do União Brasil, o cenário ainda dependerá da posição formal do Progressistas. Como a federação exige unidade entre as legendas, uma divergência entre os partidos poderá transferir a decisão para a direção da Federação União Progressista, atualmente presidida em Mato Grosso pelo próprio Mauro Mendes.
Questionado sobre a possibilidade de permanecer na presidência do União Brasil mesmo que Jayme vença a convenção, Mauro respondeu que continuará no comando da sigla normalmente. A afirmação reforça sua influência direta sobre as próximas etapas do processo político e amplia a percepção de que a disputa extrapola os limites internos do partido e passa a envolver toda a estrutura da federação.
O impasse ocorre em um momento decisivo da reorganização política de Mato Grosso. Além da disputa pelo Governo do Estado, os partidos também articulam candidaturas ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. A definição do candidato da Federação União Progressista é considerada estratégica porque poderá influenciar alianças, composição de chapas proporcionais e o posicionamento de lideranças regionais em todo o estado.
A convenção do União Brasil, marcada para quinta-feira, é vista como o primeiro grande teste de força entre Jayme Campos e Mauro Mendes. No entanto, independentemente do resultado da votação interna, a palavra final poderá ficar nas mãos da federação, transformando o PP em um ator decisivo na corrida ao Governo de Mato Grosso e prolongando a indefinição sobre quem representará o principal grupo político governista na eleição de 2026.
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