Cuiabá, 2026-10-21T21:16:20

Abílio reage a protesto, minimiza “Fora, Abilio” e ironiza Emanuel: “Pior seria ter o apoio dele”

Abílio reage a protesto, minimiza “Fora, Abilio” e ironiza Emanuel: “Pior seria ter o apoio dele”Baixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 29/07/2026

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), minimizou os protestos realizados por um grupo de manifestantes durante agenda pública e aproveitou a repercussão do episódio para lançar uma nova crítica ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), seu principal adversário político nos últimos anos. Em tom de deboche, Abílio afirmou que não se incomoda com manifestações contrárias e declarou que seria muito pior se recebesse o apoio do ex-gestor da capital.

“Pior seria se o Emanuel fosse meu apoiador”, disse o prefeito ao comentar os gritos de “Fora, Abílio” registrados durante o evento.

A declaração reforça o embate permanente entre os dois grupos políticos que dominaram as últimas disputas eleitorais em Cuiabá. Adversários desde a eleição municipal de 2020, quando Emanuel derrotou Abílio no segundo turno, os dois mantiveram uma relação marcada por confrontos públicos, acusações e disputas judiciais. Em 2024, Abílio voltou a disputar a Prefeitura e venceu a eleição, encerrando o ciclo de oito anos da gestão de Emanuel Pinheiro na capital mato-grossense.

Ao comentar o protesto, Abílio afirmou que manifestações fazem parte da democracia e que sua administração continuará trabalhando independentemente das críticas. Segundo ele, a oposição tem o direito de se manifestar, mas os atos não alteram as prioridades da gestão municipal.

Nos bastidores do Palácio Alencastro, aliados do prefeito avaliam que os protestos têm origem principalmente em grupos ligados à oposição e a setores que perderam espaço político após a mudança de governo. O prefeito, por sua vez, tem repetido que prefere concentrar esforços na recuperação financeira do município, na reorganização administrativa e na execução de obras e serviços considerados prioritários.

A resposta de Abílio também ocorre em um momento de aumento da tensão política em Cuiabá. A relação entre o Executivo e parte da Câmara Municipal enfrenta novos desgastes, especialmente após divergências envolvendo projetos administrativos, mudanças no regimento interno do Legislativo e a recomposição da base de apoio do prefeito entre os vereadores.

Emanuel Pinheiro, que governou Cuiabá entre 2017 e 2024, permanece como uma das principais referências da oposição ao atual governo municipal. Mesmo fora do cargo, o ex-prefeito tem utilizado redes sociais e entrevistas para criticar decisões da administração Abílio, principalmente em temas relacionados às finanças da Prefeitura, saúde pública, obras e contratos administrativos.

O prefeito, no entanto, afirmou que não pretende transformar a rivalidade com Emanuel em prioridade política. Segundo ele, a população espera resultados concretos da administração e não disputas pessoais entre antigos adversários eleitorais.

A troca de declarações evidencia que a polarização política em Cuiabá permanece intensa mesmo após a mudança de comando da Prefeitura. Enquanto Abílio busca consolidar sua gestão e ampliar sua base de apoio institucional, o grupo ligado a Emanuel tenta manter protagonismo na oposição e preservar influência sobre setores políticos e administrativos da capital.

Com a aproximação das articulações para as eleições de 2026, a tendência é que o confronto entre os dois grupos volte a ganhar força, especialmente porque ambos continuam exercendo influência sobre lideranças partidárias, vereadores e projetos políticos que podem disputar espaço nas próximas eleições estaduais e municipais.

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