Cuiabá, 2026-09-06T08:29:18

Jayme perde batalha interna, e União Brasil entra de vez no projeto de Pivetta para o Governo de MT

Jayme perde batalha interna, e União Brasil entra de vez no projeto de Pivetta para o Governo de MTPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 31/07/2026

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A convenção estadual do União Brasil realizada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá, marcou um dos momentos mais decisivos da corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso. Após meses de disputas internas, o partido aprovou por 30 votos a 19 a aliança com o Republicanos e oficializou apoio ao projeto político do governador Otaviano Pivetta, consolidando uma vitória estratégica do ex-governador Mauro Mendes e impondo uma derrota significativa ao senador Jayme Campos.

O resultado encerra, ao menos dentro da legenda, a tentativa de Jayme de transformar o União Brasil em protagonista da disputa pelo Palácio Paiaguás com uma candidatura própria ao Governo do Estado. A votação, realizada de forma secreta, revelou o tamanho da influência de Mauro Mendes sobre a estrutura partidária e reforçou o alinhamento da sigla com o grupo governista que administra Mato Grosso desde 2019.

A decisão foi tomada durante convenção realizada no Espaço CDL, no centro da Capital, e contou ainda com uma abstenção e um voto considerado inválido. O placar confirmou que a maioria dos convencionais optou por manter a aliança construída entre União Brasil e Republicanos, preservando o projeto de continuidade representado por Pivetta, atual governador do Estado após a renúncia de Mauro Mendes para disputar o Senado.

Nos bastidores, a disputa vinha sendo tratada como um verdadeiro teste de força entre os dois principais líderes da legenda. De um lado, Mauro Mendes defendia a manutenção da composição política que sustentou sua gestão e argumentava que o apoio a Pivetta fortaleceria o bloco governista e permitiria ao União Brasil concentrar esforços na eleição para o Senado. Do outro, Jayme Campos sustentava que o partido possuía estrutura, lideranças e tempo de televisão suficientes para lançar uma candidatura própria ao governo estadual.

A derrota do senador foi interpretada por integrantes do partido como um revés político de grande dimensão, principalmente por ocorrer em uma convenção convocada justamente para definir os rumos eleitorais da legenda. O resultado também reduz significativamente o espaço de Jayme dentro do projeto majoritário do União Brasil para 2026 e amplia o protagonismo de Mauro Mendes na construção das alianças que deverão dominar a disputa estadual.

Após a votação, Jayme fez duras críticas à condução da convenção e afirmou que nunca havia participado de um processo interno conduzido de forma tão “draconiana, desigual e desonesta”. O senador também disse que o partido foi submetido ao “rolo compressor do poder”, alegando que interesses econômicos e a influência da máquina pública prevaleceram sobre o debate político interno. Apesar do tom contundente, declarou que respeita a decisão da maioria dos convencionais.

Mauro Mendes respondeu às acusações e negou qualquer irregularidade na convenção, afirmando que todo o processo seguiu rigorosamente as regras estabelecidas pelo partido. Segundo ele, a escolha por apoiar Pivetta representa uma decisão de coerência política e continuidade administrativa, já que ambos construíram juntos o projeto que governa Mato Grosso desde 2019.

Com a deliberação, o União Brasil passa a integrar oficialmente a base de sustentação da candidatura de Pivetta à reeleição e fortalece a articulação do governador para ampliar sua frente de apoio antes do início formal da campanha. A tendência é que a legenda concentre sua atuação nas disputas para o Senado e para a Assembleia Legislativa, enquanto o Republicanos assume a liderança do projeto majoritário do grupo governista.

A convenção desta quinta-feira também expôs publicamente o racha interno que vinha se aprofundando nos últimos meses dentro do União Brasil e mostrou que, neste momento, o comando político do partido permanece nas mãos de Mauro Mendes. O resultado redefine o tabuleiro eleitoral de Mato Grosso e deve influenciar diretamente as próximas negociações envolvendo partidos aliados, lideranças regionais e a formação das chapas para a eleição de outubro de 2026.

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