Cuiabá, 2026-10-21T21:14:16

Fundão eleitoral: federação PP-União supera R$ 950 mi e domina repasses ao lado de PL e PT

Fundão eleitoral: federação PP-União supera R$ 950 mi e domina repasses ao lado de PL e PTPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 16/01/2026

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Levantamento aponta peso de três grandes siglas no financiamento público das campanhas de 2026 e reacende debate sobre influência política do fundo

Um estudo da Fundação 1º de Maio mostra que três forças políticas — a federação PP-União, o Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) — vão concentrar quase metade dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) destinados às eleições deste ano. Ao todo, os valores somam 49,58% dos R$ 4,9 bilhões aprovados no orçamento federal para o fundo eleitoral de 2026.

O levantamento foi divulgado após a sanção do Orçamento de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e considera a projeção de distribuição entre as siglas partidárias com base no tamanho de suas bancadas e desempenho eleitoral nas últimas eleições.

Quanto cada grande sigla deverá receber

Segundo o estudo:

Federação PP-União (União Brasil e Progressistas, que atuam como uma única aliança partidária) lidera com R$ 953,6 milhões, ou 19,2% do total do fundo eleitoral.

O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, deve ficar com cerca de R$ 886,7 milhões em recursos.

O PT, partido do presidente Lula, aparece em seguida com cerca de R$ 619,7 milhões.

Essa concentração de verba pública em poucas legendas alimenta o debate sobre o papel do financiamento estatal nas campanhas eleitorais, especialmente em um ano de pleitos municipais com impacto direto na governança local e nas estratégias eleitorais nacionais.

Como funciona o fundo eleitoral

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundo eleitoral, é composto por recursos públicos previstos no orçamento da União e tem como objetivo financiar parte das campanhas de candidatos em eleições gerais e municipais. A distribuição entre as siglas é definida por lei eleitoral com base em critérios como: Tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados; desempenho nas últimas eleições; número de senadores e votos obtidos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é responsável por fazer o cálculo oficial da divisão dos recursos, cujos valores detalhados costumam ser divulgados ao longo do ano eleitoral — normalmente a partir de junho.

Por que o tema é relevante

A concentração de quase metade dos recursos em apenas três siglas evidencia o peso político que partidos com grandes bancadas podem ter no pleito, em um ano em que municípios e capitais serão disputados em todo o país. A forma como esses recursos serão aplicados nas campanhas pode influenciar desde a visibilidade de candidaturas locais até as estratégias eleitorais nacionais, especialmente em alianças e apoios que se desenham antes mesmo do início oficial da campanha.

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