CPI da SES vira alvo de disputa: Dilmar fala em má-fé e provoca presidente da ALMT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 10/02/2026
O líder do Governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dilmar Dal Bosco (União Brasil), acusou o deputado Wilson Santos (PSD) de agir de “má-fé” na criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que poderá investigar contratos suspeitos na Secretaria de Estado de Saúde (SES), revelados pela Operação Espelho, em 2023.
Segundo Dilmar, Wilson utilizou assinaturas coletadas há cerca de três anos para reapresentar, na semana passada, um requerimento de CPI, sem consultar novamente os parlamentares que haviam subscrito o pedido. Parte desses deputados, inclusive, já se manifestou contrária à instalação da comissão neste momento.
Diante do impasse, Dilmar afirmou que irá provocar o presidente da ALMT, deputado Max Russi (PSB), para que seja avaliada a validade das assinaturas antigas e se há necessidade de revalidação formal.
“Vou provocar o presidente para que ele comunique os deputados sobre a assinatura, para saber se permanece ou não com ela. Porque ele usou, no meu ponto de vista, de má-fé. Assinaturas lá de 2023, três anos depois, é isso que eu vejo”, declarou.
O líder do governo também classificou como inadequada a forma como o requerimento foi apresentado em plenário.
“Foi até deselegante a forma como o parlamentar apresentou essas assinaturas para uma CPI… deselegante mesmo”, afirmou.
Dilmar ainda criticou a condução da sessão de abertura dos trabalhos legislativos, realizada na semana passada e presidida pelo deputado Júlio Campos (União). Segundo ele, a leitura do requerimento ocorreu de forma simbólica, sem deixar claro que se tratava da criação de uma CPI.
“O presidente em exercício, que estava presidindo a sessão, deputado Júlio Campos, fez uma leitura simbólica. Ele não leu que se tratava de uma CPI”, argumentou.
Por outro lado, o autor do requerimento, Wilson Santos, rebateu as críticas e afirmou que a iniciativa está em conformidade com o Regimento Interno da Assembleia. Para ele, não há irregularidade no uso de assinaturas antigas.
“Eles assinaram, são adultos, são conscientes. É só checar se as assinaturas são verdadeiras ou não. O regimento não estabelece isso, se as assinaturas precisam ser recentes ou não”, disse, ao admitir o reaproveitamento do pedido protocolado em 2023.
A CPI da Saúde foi oficialmente criada com a publicação de ato assinado pelo presidente Max Russi, na última sexta-feira (6). Agora, os blocos parlamentares têm prazo até a próxima sexta-feira (13) para indicar os membros que irão compor a comissão.
O episódio expõe mais um capítulo da disputa política em torno da CPI e antecipa um embate jurídico-regimental dentro da Assembleia Legislativa.
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