Abílio defende vice de Wellington e diz que passado no PT não define Alencar Farina
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 11/08/2026
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), saiu em defesa do médico Alencar Farina, escolhido para ocupar a vaga de vice na chapa do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso, e afirmou que o passado do aliado no Partido dos Trabalhadores não representa sua posição política atual. A declaração foi feita em meio às críticas de setores do bolsonarismo que passaram a questionar a composição da chapa após a substituição do empresário Marcelo Maluf por Farina.
Questionado sobre o histórico do médico, que foi candidato a vice-prefeito de Cuiabá em 2004 na chapa encabeçada por Alexandre César, do PT, Abilio afirmou que aquele período pertence a uma realidade política completamente diferente da atual e destacou que Farina participou ativamente das campanhas de Jair Bolsonaro nos últimos anos.
“Ele é muito bolsonarista. Acho que ele não tem essa linha da qual vocês estão falando. Porque o passado dele, em 2004, é outra realidade”, afirmou o prefeito.
A manifestação de Abilio ocorre em um momento delicado para o PL em Mato Grosso, que enfrenta divisões internas após a oficialização da aliança com o MDB e mudanças na composição da chapa majoritária. A escolha de Alencar Farina provocou reações entre militantes e lideranças conservadoras, que passaram a usar o termo “melancia” para questionar a identidade ideológica do grupo político.
Para rebater as críticas, o prefeito de Cuiabá ressaltou que o médico foi um dos principais apoiadores do bolsonarismo em Várzea Grande, participando das campanhas presidenciais de 2018 e 2022, além de manifestações públicas em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Ele foi um dos caras que mais ajudou a gente na campanha do Bolsonaro em 2018 e em 2022, em Várzea Grande. Em 2018, ajudou a gente, esteve nas manifestações com a gente. Em 2022, ajudou a gente também”, declarou.
Abilio também lembrou que Farina participou das articulações políticas nas eleições municipais de 2024, quando apoiou a campanha de Flávia Moretti para a Prefeitura de Várzea Grande. Segundo o prefeito, a trajetória recente do médico demonstra alinhamento consistente com o campo conservador e com o projeto político do PL.
“Então, acho que ele é um nome bacana, é um cara de gente boa também. Acredito que o Farina não deve ser prejudicado por qualquer questão política sobre ele”, afirmou.
Embora tenha defendido publicamente o novo vice de Wellington Fagundes, Abilio fez questão de destacar que não participou da escolha de Farina nem integra a coordenação da campanha estadual do senador. Segundo ele, as decisões sobre alianças, composição da chapa e estratégia eleitoral pertencem exclusivamente ao grupo responsável pela candidatura ao Palácio Paiaguás.
A escolha de Alencar Farina ocorreu após uma mudança de última hora na chapa majoritária do PL, substituindo Marcelo Maluf, e intensificou o debate sobre os rumos do partido em Mato Grosso. A movimentação também expôs as diferentes correntes que disputam influência dentro da legenda, especialmente entre lideranças municipais, parlamentares e setores ligados diretamente ao bolsonarismo.
O episódio revela que a eleição de 2026 já reorganiza alianças e discursos no Estado, colocando em evidência não apenas a composição das chapas, mas também a disputa pela narrativa política dentro da direita mato-grossense.
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