Abílio diz que sofrimento no trânsito é necessário para concluir BRT ainda em 2026
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 21/05/2026
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou que a população terá de “suportar” os transtornos provocados pelas obras do BRT até a conclusão dos trabalhos prevista para junho. A declaração foi dada em meio ao aumento das reclamações sobre congestionamentos e bloqueios em avenidas estratégicas da capital.
Abílio reconheceu que a cidade enfrenta um cenário de trânsito caótico devido às intervenções simultâneas nas avenidas do CPA, Prainha e Miguel Sutil, mas defendeu a aceleração das obras para evitar novos atrasos no projeto de mobilidade urbana. Segundo ele, o desconforto atual é temporário e necessário para que o corredor seja finalmente entregue após anos de impasse.
“É melhor passar por esse sofrimento agora do que empurrar essa obra para 2027 ou 2028”, afirmou o prefeito ao comentar o avanço das frentes de trabalho na capital.
As obras do BRT ganharam ritmo nas últimas semanas após o governo do Estado reforçar a fiscalização e ampliar a cobrança sobre as empreiteiras responsáveis pelo projeto. O governador Otaviano Pivetta chegou a pedir desculpas públicas a comerciantes e motoristas pelos prejuízos causados pelas intervenções e garantiu que o trecho principal será concluído até o fim de junho.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) confirmou que diversas interdições temporárias continuarão ocorrendo nas próximas semanas para permitir asfaltamento, drenagem e implantação das pistas exclusivas do modal. Entre os pontos mais críticos estão os cruzamentos da Prainha e regiões próximas ao Centro Político Administrativo.
Mesmo com a previsão de conclusão da infraestrutura viária em junho, o sistema BRT ainda não começará a operar imediatamente. O governo estadual informou que outras etapas seguem em andamento, como construção das estações, implantação dos terminais e aquisição da frota que atenderá Cuiabá e Várzea Grande.
O corredor do BRT substituiu oficialmente o antigo projeto do VLT, marcado por atrasos, paralisações e custo bilionário sem entrega efetiva à população. Agora, a expectativa do governo é colocar os ônibus em circulação até dezembro deste ano.
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