Cuiabá, 2026-10-21T19:57:47

Abílio minimiza denúncia sobre Mounjaro em UPA e diz: “recomendar é diferente de vender”

Abílio minimiza denúncia sobre Mounjaro em UPA e diz: “recomendar é diferente de vender”Baixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 26/03/2026

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), minimizou a denúncia de que uma médica da rede pública teria tentado vender o medicamento Mounjaro dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Capital. Segundo ele, é necessário distinguir entre recomendação médica e comercialização irregular.

A declaração ocorre após o caso ganhar repercussão nos últimos dias, quando uma paciente interrompeu uma agenda oficial do prefeito para relatar a situação publicamente. O episódio aconteceu durante a inauguração de uma unidade de saúde no bairro Pedregal, em Cuiabá.

Na ocasião, a paciente afirmou que procurou atendimento na UPA após sentir dores recorrentes e que, durante a consulta, a médica teria sugerido a compra do medicamento Mounjaro — conhecido pelo uso no tratamento de diabetes tipo 2 e também associado à perda de peso.

Diante da repercussão, Abílio ponderou que a simples indicação do medicamento não configura, necessariamente, uma irregularidade. “Recomendar é diferente de vender”, destacou o prefeito, ao comentar o caso.

Apesar do tom mais cauteloso, o chefe do Executivo municipal manteve a determinação de apuração. Logo após a denúncia, ele chegou a afirmar que acompanharia a paciente até a delegacia para registro de boletim de ocorrência e que, se confirmada a irregularidade, a profissional poderia ser afastada da rede municipal.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), que informou que vai solicitar informações oficiais à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde para verificar possível infração ética.

O episódio gerou desgaste para a gestão municipal, especialmente por envolver a área da saúde — uma das mais sensíveis e com maior cobrança da população. A fala mais recente de Abílio sinaliza uma tentativa de reduzir a tensão, sem recuar da investigação.

A denúncia ainda levanta questionamentos sobre condutas dentro da rede pública, principalmente no que diz respeito à relação entre orientação médica e possíveis interesses comerciais — prática que, se confirmada, pode configurar infração ética grave.

O desfecho do caso dependerá das apurações conduzidas tanto pela Prefeitura quanto pelos órgãos de controle, em um cenário que segue sob forte atenção pública.

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