Cuiabá, 2026-10-21T19:59:34

Abílio prevê batalha judicial na Câmara de Cuiabá e defende adiamento da eleição da Mesa Diretora

Abílio prevê batalha judicial na Câmara de Cuiabá e defende adiamento da eleição da Mesa DiretoraBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 26/05/2026

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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), elevou a temperatura nos bastidores políticos da capital ao defender o adiamento da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal, marcada para o dia 25 de agosto. Para o prefeito, a manutenção da data pode provocar uma nova disputa judicial semelhante à que derrubou a eleição antecipada da Câmara de Várzea Grande após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi dada após o ministro Dias Toffoli anular a recondução do vereador Wanderley Cerqueira (MDB) ao comando do Legislativo várzea-grandense por entender que a eleição ocorreu fora do chamado “marco temporal” definido pela Corte. O entendimento do STF estabelece que a escolha das mesas diretoras deve ocorrer mais próxima do início do mandato seguinte, tendo outubro como referência mínima para a realização do pleito.

Diante do novo cenário jurídico, Abílio afirmou que a eleição em Cuiabá corre sério risco de ser suspensa caso seja mantida em agosto.

“Pela decisão do Supremo, acredito que, se a Câmara fizer a eleição no dia 25, vai ser judicializada e provavelmente interrompida”, afirmou o prefeito ao comentar o assunto.

A fala do chefe do Executivo municipal caiu como combustível em uma disputa que já movimenta fortemente os corredores da Câmara de Cuiabá. A sucessão da atual presidente, Paula Calil (PL), virou alvo de intensas articulações políticas e abriu uma guerra silenciosa entre grupos ligados ao prefeito, vereadores independentes e parlamentares que tentam construir uma candidatura de consenso.

Pelo menos três blocos disputam espaço para assumir o comando do Legislativo no biênio 2027/2028. Entre os nomes mais citados estão o vereador Dilemário Alencar (União Brasil), ex-líder de Abílio na Câmara, além de parlamentares ligados ao grupo do Podemos, que ampliou sua influência política dentro da Casa nos últimos meses.

O próprio Dilemário também saiu em defesa da revisão da data da eleição e afirmou que o Legislativo precisa agir com cautela para evitar desgaste institucional e eventual anulação do processo futuramente.

Apesar de negar interferência direta na disputa interna da Câmara, Abílio admitiu que o cenário preocupa e classificou a situação como um problema que pode gerar insegurança jurídica para os vereadores.

A preocupação aumentou após a repercussão da decisão envolvendo Várzea Grande, que passou a servir como parâmetro político e jurídico para outros legislativos municipais em Mato Grosso. A avaliação de integrantes do meio jurídico é de que qualquer eleição realizada antes do marco temporal fixado pelo STF pode ser questionada judicialmente.

O debate também expõe uma disputa maior entre autonomia do Legislativo e influência política do Executivo. Isso porque a eleição da Mesa Diretora define o grupo que comandará pautas estratégicas, distribuição de espaços políticos e a relação institucional com o Palácio Alencastro nos próximos anos.

Já vereadores avaliam que a possível mudança da data pode alterar completamente o cenário da disputa. Isso porque o adiamento amplia o tempo para novas alianças, movimentações partidárias e mudanças de posicionamento entre os parlamentares.

A sucessão na Câmara de Cuiabá já é considerada uma das principais batalhas políticas da capital em 2026 e promete influenciar diretamente a relação entre Abílio Brunini e a base de sustentação no Legislativo municipal.

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