“Agora é com ele”: Mauro descarta interferência e banca gestão de Pivetta
Rapidinhas POR: Redação
POSTADO EM: 02/04/2026
No primeiro dia fora do comando do Palácio Paiaguás, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) tratou de enviar um recado direto ao meio político: não haverá interferência na gestão do novo governador, Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, a transição foi feita com base na confiança construída ao longo de mais de sete anos de parceria administrativa.
Mauro foi enfático ao afirmar que não fez qualquer pedido ou imposição ao sucessor. “Não fiz nenhum pedido especial”, declarou, ao reforçar que a responsabilidade pela condução do Estado agora é integralmente de Pivetta.
A fala ocorre logo após a renúncia ao cargo para disputar uma vaga ao Senado em 2026, movimento que abre oficialmente uma nova fase no cenário político de Mato Grosso. Com isso, Pivetta assume o governo em um momento de reorganização administrativa e também de forte articulação eleitoral.
Ao justificar a confiança, Mauro destacou a experiência do novo governador, lembrando sua trajetória como prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e o período como vice-governador. Para ele, o histórico conjunto garante segurança na continuidade da gestão.
Nos bastidores, a declaração também é interpretada como um gesto político calculado: ao evitar qualquer sinal de tutela, Mauro fortalece a imagem de autonomia de Pivetta, ao mesmo tempo em que preserva a unidade do grupo político que pretende disputar as eleições de 2026.
O novo governador assume já com desafios imediatos, incluindo a recomposição do primeiro escalão. Secretários deixaram os cargos para disputar as eleições, abrindo espaço para mudanças estratégicas dentro da máquina pública.
A transição marca o início de um novo ciclo administrativo em Mato Grosso, mas com forte influência do legado político da gestão anterior. A expectativa dentro da base governista é de continuidade, ainda que com ajustes no estilo de condução e nas prioridades da nova administração.
Ao se colocar fora das decisões do Executivo, Mauro Mendes tenta equilibrar dois movimentos: manter coesão política e, ao mesmo tempo, abrir espaço para que Pivetta imprima sua própria marca no governo — um fator que pode ser decisivo no desenho da sucessão estadual.
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