Assembleia prevê votar LOA de R$ 40,7 bilhões, mas pedido de vista pode adiar decisão
Política POR: Redação
POSTADO EM: 12/12/2025
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso deve colocar em votação, na próxima semana, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que estima receitas e fixa despesas em R$ 40,79 bilhões. O presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta quarta-feira (11) que a matéria já está pronta para entrar na pauta, mas admitiu que o pedido de vista — prerrogativa parlamentar — pode adiar a deliberação.
Segundo a Secretaria de Fazenda, o orçamento previsto para 2026 representa um crescimento de 10,02% em relação aos R$ 37,07 bilhões previstos neste ano. A expectativa do Legislativo é de que a discussão avance de forma técnica, especialmente devido ao volume de recursos e ao impacto nas áreas prioritárias do governo estadual para o próximo ciclo orçamentário.
Russi explicou que o pedido de vista, caso ocorra, é um instrumento legítimo e de uso livre pelos deputados, o que automaticamente empurra a votação para a sessão seguinte. Ele destacou que essa etapa faz parte do processo legislativo e que não há como garantir que o texto seja votado no mesmo dia em que entrar na pauta.
O presidente reforçou ainda que o adiamento costuma ser motivado pela necessidade de análise aprofundada. “Muitas vezes o deputado não teve tempo de estudar o projeto. É melhor adiar, votar com consistência e preparo, do que decidir no afogadilho”, afirmou. A expectativa é de que, com ou sem vista, o orçamento seja aprovado ainda em dezembro.
A possibilidade de adiamento da votação evidencia um jogo político típico do fim de ano: de um lado, o governo trabalha pela aprovação rápida para garantir previsibilidade administrativa; de outro, grupos parlamentares utilizam o pedido de vista como instrumento estratégico para ganhar tempo, negociar emendas e ajustar pontos sensíveis da LOA. Em ano pré-eleitoral, esse movimento tende a se intensificar, já que o orçamento de 2026 influencia diretamente o cenário político e a capacidade de entrega dos deputados em suas bases.
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