Ausência de prefeitos das maiores cidades em evento de Fávaro expõe contraste político em MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 16/12/2025
Enquanto Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis ignoram agenda do ministro, prefeitos do interior prestigiam entrega de máquinas federais
A ausência dos prefeitos de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis na entrega de máquinas do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), realizada em Cuiabá, evidenciou um contraste entre o discurso político e a prática administrativa em Mato Grosso. O evento foi comandado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), e reuniu gestores de diversas regiões do estado.
Enquanto os chefes do Executivo das três maiores cidades optaram por não comparecer — nem mesmo enviaram representantes — prefeitos do interior marcaram presença em peso, inclusive gestores filiados ao PL, partido de oposição ao governo federal. A postura foi interpretada, nos bastidores, como um gesto de distanciamento político em relação ao ministro e ao Palácio do Planalto.
A solenidade marcou a entrega de máquinas que irão beneficiar os 142 municípios mato-grossenses. Ao todo, o programa prevê a distribuição de 310 equipamentos, entre tratores, motoniveladoras, pás-carregadeiras, retroescavadeiras, rolos compactadores e caminhões, voltados à recuperação e manutenção da infraestrutura urbana e rural.
Apesar da ausência dos prefeitos das maiores cidades, o ministro Carlos Fávaro afirmou que todas as prefeituras serão contempladas com os equipamentos, independentemente de posicionamento político. Segundo ele, o critério do programa é técnico e busca atender às necessidades dos municípios.
O contraste ficou evidente ao longo do evento, com prefeitos do interior destacando publicamente a importância da parceria com o Governo Federal para fortalecer a capacidade de investimento local, sobretudo em municípios com menor arrecadação e maior dependência de apoio institucional.
O episódio revela como a polarização política ainda influencia agendas administrativas em Mato Grosso. Ao optar pela ausência, prefeitos das maiores cidades reforçam um discurso ideológico que pode gerar ruído institucional, enquanto gestores do interior demonstram pragmatismo ao priorizar resultados e benefícios concretos para seus municípios. A situação também projeta reflexos no cenário eleitoral de 2026, com Fávaro mantendo capilaridade no interior e enfrentando resistência nos grandes centros urbanos.
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