Botelho alerta base de Pivetta: sem diálogo, risco de derrota nas eleições é alto
Política POR: Redação
POSTADO EM: 16/04/2026
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) acendeu um sinal de alerta dentro do grupo político ligado ao governo de Mato Grosso ao afirmar que a falta de diálogo entre lideranças pode comprometer diretamente o resultado das eleições de 2026. Para o parlamentar, a divisão interna representa um risco real de derrota nas urnas.
A declaração ocorre em meio à disputa de protagonismo entre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Jayme Campos (União), ambos colocados como possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás. Botelho defende abertamente a construção de uma aliança entre os dois nomes como estratégia para fortalecer o grupo governista.
“Se não houver entendimento, existe chance grande de perder as eleições. Com união, o cenário muda completamente”, afirmou o deputado, ao destacar que a fragmentação política tende a enfraquecer o campo aliado e abrir espaço para adversários.
Nos bastidores, a disputa já é vista como um dos principais pontos de tensão dentro da base. Enquanto parte do grupo apoia a candidatura de Pivetta, outra ala defende que Jayme Campos entre na disputa, o que pode levar a um racha interno caso não haja consenso.
Botelho avalia que o cenário ainda está em aberto e será fortemente influenciado pelas pesquisas eleitorais nos próximos meses. Segundo ele, os números têm peso determinante nas decisões políticas e acabam guiando alianças e posicionamentos dentro dos partidos.
“O que molda muitos políticos são as pesquisas. Quando alguém começa a despontar, naturalmente atrai apoios”, pontuou o parlamentar, ao indicar que o desempenho nas sondagens pode definir o rumo da disputa.
Outro fator que entra na equação, segundo Botelho, é o novo momento político do ex-governador Mauro Mendes (União), que deixa o cargo e passa a atuar como possível candidato ao Senado. Para o deputado, a influência política de Mendes deve ser testada fora da estrutura do Executivo.
A avaliação interna é de que o grupo ainda tem força para chegar competitivo em 2026, mas precisa resolver rapidamente as divergências. Sem alinhamento, o risco é repetir cenários de divisão que historicamente custaram caro em disputas eleitorais no estado.
O alerta de Botelho reforça um movimento já perceptível nos bastidores: a corrida eleitoral começou antes do previsto, e o principal desafio do grupo governista não é apenas enfrentar adversários, mas evitar que as disputas internas comprometam o projeto político.
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