Cuiabá, 2026-06-07T15:15:09

Cidinho tenta conter crise no União Progressista e diz que federação não inviabiliza candidatura de Jayme

Cidinho tenta conter crise no União Progressista e diz que federação não inviabiliza candidatura de JaymePolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 29/05/2026

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Após a explosão da crise interna dentro do União Progressista em Mato Grosso, o ex-senador Cidinho Santos saiu em defesa da nova composição da federação e afirmou que a estrutura montada no estado não inviabiliza, neste momento, a pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Governo do Estado em 2026.

A declaração ocorre em meio ao desgaste provocado pelas críticas do deputado estadual Júlio Campos, que acusou o grupo ligado ao ex-governador Mauro Mendes de tentar “enterrar” politicamente o projeto de Jayme dentro da federação formada entre União Brasil e Progressistas.

Vice-presidente do diretório estadual da União Progressista, Cidinho afirmou que a criação do colegiado não representa definição antecipada sobre quem será o candidato do grupo ao Palácio Paiaguás. Segundo ele, qualquer eventual conflito entre projetos políticos será decidido futuramente pela própria direção estadual da federação.

“O diretório estadual é quem dará a palavra final caso exista divergência entre os partidos”, afirmou.

A fala reforça o tamanho da disputa que já se desenha nos bastidores da sucessão estadual. Embora aliados do governador Mauro Mendes trabalhem abertamente pela consolidação da candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta, Jayme Campos mantém articulações para viabilizar um projeto próprio ao governo.

A composição da federação foi interpretada como amplamente favorável ao grupo de Mauro Mendes. O ex-governador assumiu a presidência estadual da União Progressista, enquanto Cidinho ficou na vice-presidência. Também integram o núcleo de comando nomes considerados próximos ao atual grupo governista, como Fábio Garcia, Dilmar Dal Bosco, Margareth Buzetti e Aécio Rodrigues.

Mesmo ocupando espaço dentro da estrutura, aliados de Jayme avaliam que a correlação de forças favorece diretamente o projeto político alinhado a Pivetta. A avaliação interna é que Mauro Mendes tenta consolidar desde já um ambiente partidário capaz de garantir apoio automático ao atual vice-governador em 2026.

Cidinho, no entanto, tentou minimizar a crise e afirmou que as convenções partidárias ainda terão papel decisivo no processo eleitoral. Segundo ele, União Brasil e Progressistas seguirão realizando suas convenções individualmente antes de qualquer deliberação final da federação.

A fala do ex-senador também ocorre após declarações duras de Júlio Campos, que classificou o momento como uma “guerra interna” dentro do União Brasil. O deputado afirmou que acordos construídos anteriormente em Brasília não teriam sido respeitados na composição estadual anunciada em Mato Grosso.

O cenário expõe um racha cada vez mais evidente dentro da federação. De um lado, Mauro Mendes busca consolidar sua influência política no estado mesmo após deixar o governo. Do outro, Jayme Campos tenta preservar espaço e impedir que sua candidatura seja isolada antes das convenções.

A tensão interna já mobiliza lideranças nacionais da sigla. Jayme sustenta possuir respaldo da direção nacional do União Brasil para disputar o governo caso consiga viabilizar apoio dentro do partido e da federação.

A disputa também deve impactar diretamente a formação das chapas proporcionais e alianças regionais para 2026. Nos bastidores, lideranças admitem que a definição sobre o comando político da federação em Mato Grosso poderá influenciar candidaturas ao Senado, Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Enquanto o discurso público ainda tenta demonstrar unidade, o ambiente interno da União Progressista já vive um dos momentos mais delicados desde sua criação, com grupos travando uma disputa aberta por protagonismo e controle do maior bloco político de Mato Grosso.

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