Cuiabá, 2026-10-21T19:57:30

Com risco de paralisação, governo endurece regras e pode suspender empresas do transporte

Com risco de paralisação, governo endurece regras e pode suspender empresas do transporteRapidinhas

POR: Redação

POSTADO EM: 19/03/2026

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Diante do risco de uma nova greve de caminhoneiros no país, o governo federal anunciou medidas para endurecer a fiscalização do cumprimento da tabela do frete mínimo e punir empresas que descumprirem as regras.

A principal ação prevê a possibilidade de suspensão de empresas que insistirem em pagar valores abaixo do piso estabelecido. A medida, segundo o Ministério dos Transportes, busca combater práticas consideradas irregulares e garantir maior equilíbrio nas relações entre contratantes e transportadores.

O anúncio ocorre em meio à crescente insatisfação da categoria, impulsionada pela alta no preço do diesel nas últimas semanas. Entidades representativas já discutem a possibilidade de uma paralisação nacional caso não haja avanço nas negociações com o governo.

Além da suspensão, o governo pretende ampliar a fiscalização e responsabilizar tanto empresas contratantes quanto transportadoras que descumprirem a tabela. A proposta é criar um modelo mais rígido, com punições progressivas para reincidentes.

Nos bastidores, a estratégia é evitar uma crise semelhante à registrada em 2018, quando a paralisação dos caminhoneiros provocou desabastecimento, impacto econômico bilionário e paralisação de serviços essenciais em todo o país.

Outro ponto em discussão envolve medidas para conter o preço dos combustíveis, considerado o principal fator de pressão sobre a categoria. O governo também articula com estados alternativas para reduzir o impacto do ICMS sobre o diesel.

Mesmo com o anúncio, lideranças dos caminhoneiros adotaram cautela e decidiram aguardar a formalização das medidas antes de definir uma possível greve. Uma nova reunião está prevista para avaliar se as propostas atendem às reivindicações da categoria.

A movimentação indica que o tema voltou ao centro da agenda nacional e pode gerar desdobramentos econômicos e políticos nos próximos dias, especialmente pelo impacto direto no transporte de cargas e no custo de vida da população.

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