Cuiabá, 2026-06-07T15:17:46

CPI contra Moraes e Toffoli ganha apoio dos três senadores de Mato Grosso

CPI contra Moraes e Toffoli ganha apoio dos três senadores de Mato GrossoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 10/03/2026

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Margareth Buzetti, Wellington Fagundes e Jayme Campos aderiram ao requerimento que busca investigar a atuação dos ministros do STF no caso envolvendo o Banco Master.

Os três senadores de Mato Grosso — Jayme Campos (União Brasil), Margareth Buzetti (PP) e Wellington Fagundes (PL) — assinaram o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

A iniciativa foi apresentada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que reuniu ao menos 35 assinaturas, número superior ao mínimo de 27 exigido pelo regimento do Senado para protocolar uma CPI.

Agora, o pedido depende de um passo formal para avançar: a leitura do requerimento em plenário pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Somente após esse procedimento a comissão poderá ser oficialmente instalada. Nos bastidores, porém, parlamentares avaliam que as chances de avanço imediato são consideradas reduzidas, já que pedidos semelhantes têm sido ignorados pela presidência da Casa.

Segundo os defensores da CPI, a investigação teria como foco esclarecer possíveis irregularidades relacionadas ao caso do Banco Master e eventuais conexões que envolvem decisões judiciais e relações institucionais.

Em nota, Alessandro Vieira afirmou que o episódio levantou questionamentos que precisam ser analisados pelo Congresso. Segundo ele, o caso revelou uma rede complexa de suspeitas financeiras que alcançaria “o coração do Poder Judiciário”, exigindo apuração parlamentar.

A proposta não conta com assinaturas de senadores do PT. Entre os parlamentares da base governista, apenas o senador Flávio Arns (PSB-PR) apoiou o requerimento até o momento.

A movimentação no Senado ocorre em meio a uma crescente tensão política envolvendo setores do Congresso e o Supremo Tribunal Federal, ampliando o debate institucional sobre os limites entre os poderes.

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