Disputa entre Jayme e Pivetta pelo Governo de MT chega à cúpula nacional da federação
Política POR: Redação
POSTADO EM: 13/05/2026
A disputa interna pelo comando do grupo governista em Mato Grosso ganhou novos contornos nos bastidores de Brasília e pode deixar de ser uma decisão exclusivamente estadual. O futuro político do senador Jayme Campos dentro da corrida ao Governo do Estado em 2026 agora passa diretamente pela avaliação da cúpula nacional da federação entre União Brasil e Progressistas, liderada por Antônio Rueda e pelo senador Ciro Nogueira.
Embora o governador Mauro Mendes mantenha posição pública favorável ao nome do vice-governador Otaviano Pivetta como sucessor natural do grupo político, lideranças nacionais da federação começaram a acompanhar mais de perto o avanço da articulação de Jayme Campos, que resiste em abrir mão da candidatura própria ao Palácio Paiaguás.
Nos bastidores, o movimento é interpretado como uma tentativa do senador de buscar equilíbrio político fora de Mato Grosso diante da resistência enfrentada dentro do próprio União Brasil estadual, hoje controlado politicamente por Mauro Mendes.
Jayme avalia que possui densidade eleitoral consolidada, recall político e trânsito em diferentes setores da classe política mato-grossense, fatores que sustentariam uma candidatura competitiva ao governo. O senador também aposta no desgaste natural da polarização interna do grupo governista para ampliar espaço nas negociações nacionais.
Interlocutores ligados à federação afirmam que Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e Ciro Nogueira, principal liderança do Progressistas, pretendem evitar um rompimento interno em Mato Grosso, considerado um dos estados estratégicos para o projeto nacional da federação em 2026.
A avaliação em Brasília é de que uma divisão antecipada poderia comprometer não apenas a disputa ao governo estadual, mas também a formação de chapas proporcionais fortes para Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Mauro Mendes, por outro lado, já deixou claro nos bastidores que não pretende recuar do projeto político construído em torno de Pivetta. O governador vê no atual vice a continuidade administrativa do grupo e considera o republicano alinhado ao modelo de gestão implantado nos últimos anos em Mato Grosso.
A resistência de Jayme em aceitar o cenário criou um ambiente de tensão silenciosa dentro do União Brasil. Nos corredores políticos, aliados do senador reclamam de isolamento dentro das decisões partidárias e acusam o grupo ligado ao Palácio Paiaguás de antecipar o processo sucessório antes mesmo da definição oficial da federação.
Ao mesmo tempo, lideranças próximas de Mauro sustentam que Pivetta já possui apoio consolidado entre prefeitos, deputados estaduais e parte significativa do setor produtivo, especialmente do agronegócio.
A entrada de Rueda e Ciro Nogueira no centro das discussões elevou o peso político da disputa. Ciro, inclusive, passou a atuar nacionalmente como peça-chave da federação União-PP após a consolidação da aliança partidária, ampliando influência sobre definições eleitorais nos estados.
Nos bastidores, a tendência é de que a federação tente construir uma saída negociada para evitar confronto direto entre Jayme e Pivetta dentro de convenção partidária, cenário visto como traumático por integrantes da executiva nacional.
A discussão também impacta diretamente outras movimentações para 2026, incluindo a disputa ao Senado, composição de alianças regionais e aproximação de partidos do campo da direita em Mato Grosso.
Enquanto isso, Jayme segue ampliando agendas políticas no interior e intensificando conversas em Brasília para tentar fortalecer o próprio projeto eleitoral antes das definições oficiais da federação.
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