Disputa pela Câmara esquenta: Dilemário enfrenta prefeito e cobra “lealdade”
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 13/04/2026
A disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá deixou de ser apenas uma articulação interna e passou a expor fissuras públicas na base do prefeito Abilio Brunini. O vereador Dilemário Alencar (PL) decidiu enfrentar a pressão do Executivo e confirmou que seguirá na corrida pelo comando do Legislativo municipal.
A reação veio após o prefeito sugerir que o parlamentar abrisse mão da candidatura para viabilizar a reeleição da atual presidente, Paula Calil. Dilemário não apenas recusou o pedido, como elevou o tom ao cobrar “respeito e lealdade” na relação política.
A fala do vereador escancara um desconforto crescente dentro do próprio grupo político que sustenta a gestão municipal. Ao rebater a sugestão de recuo, Dilemário deixou claro que não pretende abrir mão do projeto político.
“Respeito e lealdade precisam ser via de mão dupla”, afirmou, sinalizando que a relação com o Executivo pode entrar em desgaste caso não haja reciprocidade.
O embate ocorre em um momento estratégico, já que a eleição da Mesa Diretora tende a influenciar diretamente a governabilidade nos próximos anos.
Além da disputa pela presidência, outro ponto sensível entrou no radar: a permanência de Dilemário como líder do prefeito na Câmara. O próprio vereador reconheceu que o cargo depende exclusivamente de Abilio, mas indicou que não pretende deixar a função por iniciativa própria.
A possibilidade de mudança na liderança aumenta a tensão política, já que o posto é considerado peça-chave na articulação entre Executivo e Legislativo.
Nos bastidores, uma reunião entre prefeito e vereador deve ocorrer nos próximos dias para tentar conter a crise. Dilemário já antecipou que manterá sua candidatura durante o encontro, reforçando o cenário de confronto político.
A tentativa de articulação de Abilio faz parte de um movimento mais amplo para consolidar apoio à reeleição de Paula Calil, considerada estratégica para manter alinhamento dentro da Câmara.
O episódio evidencia que, apesar de integrar a mesma base, os interesses individuais começam a se sobrepor às estratégias coletivas. A disputa pela presidência da Câmara, tradicionalmente marcada por articulações internas, ganha contornos mais duros e públicos.
Com isso, o cenário político em Cuiabá entra em uma fase de maior instabilidade, onde alianças passam a ser testadas e a liderança do Executivo enfrenta seus primeiros sinais de desgaste interno.
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