Emanuel Pinheiro enfrenta nova condenação envolvendo dívida da campanha de 2020
Rapidinhas POR: Redação
POSTADO EM: 17/06/2026
O ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, o MDB e o Partido Verde (PV) foram condenados pela Justiça ao pagamento de uma dívida de R$ 950 mil relacionada à campanha eleitoral de 2020. A cobrança envolve serviços de produção audiovisual contratados durante a disputa pela reeleição na capital mato-grossense e amplia a lista de problemas judiciais enfrentados pelo ex-gestor nos últimos anos.
A ação foi movida pela empresa Tele Vídeo Produções, responsável pela produção de programas eleitorais e inserções de rádio e televisão utilizados durante a campanha municipal. Segundo o processo, os contratos firmados ultrapassavam R$ 1,2 milhão, mas apenas R$ 250 mil teriam sido pagos, deixando um saldo milionário em aberto desde o fim do período eleitoral.
Com juros, correções monetárias e encargos acumulados ao longo dos anos, o valor atualizado da cobrança já supera R$ 1,9 milhão. A Justiça, porém, reconheceu inicialmente a responsabilidade solidária de Emanuel Pinheiro, MDB e PV pelo débito original de R$ 950 mil, referente ao saldo contratual não quitado.
Nos autos, a produtora sustenta que executou integralmente os serviços previstos durante a campanha eleitoral, incluindo peças publicitárias, programas televisivos e inserções veiculadas no rádio e na TV durante o primeiro e o segundo turno das eleições municipais de 2020.
A empresa também afirma que tentou diversas negociações extrajudiciais antes de recorrer ao Judiciário. Segundo a ação, houve promessas de pagamento e até tentativas de composição envolvendo lideranças partidárias, mas o débito nunca teria sido regularizado.
O caso reacende discussões sobre os gastos eleitorais da campanha que garantiu a reeleição de Emanuel Pinheiro à Prefeitura de Cuiabá em uma das disputas mais acirradas da história recente da capital. Na ocasião, o então prefeito venceu o segundo turno contra Abílio Brunini por margem apertada.
A nova condenação também aumenta o desgaste político do ex-prefeito, que já enfrenta outros processos envolvendo dívidas antigas, bloqueios judiciais e disputas cíveis milionárias. Recentemente, decisões judiciais chegaram a determinar restrições como bloqueio de cartões, retenção de documentos e medidas patrimoniais relacionadas a outras cobranças milionárias atribuídas ao ex-gestor.
A condenação é vista como mais um fator de enfraquecimento da imagem pública de Emanuel Pinheiro, que encerrou sua passagem pela Prefeitura sob forte pressão política e administrativa. Lideranças partidárias avaliam que os desdobramentos judiciais ainda podem gerar impactos internos dentro do MDB em Mato Grosso.
O PV também aparece no processo por ter integrado a composição eleitoral da campanha de 2020 e, segundo a produtora, teria assumido parte da responsabilidade pelo pagamento da dívida em negociações realizadas após o pleito.
A defesa de Emanuel ainda poderá recorrer da decisão. O processo segue tramitando na Justiça e pode ter novos desdobramentos relacionados à execução dos valores cobrados.
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