Escolha do vice de Pivetta entra na reta decisiva e movimenta partidos aliados em Mato Grosso
Política POR: Redação
POSTADO EM: 15/05/2026
A formação da chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) para a disputa ao Governo de Mato Grosso em 2026 entrou em uma fase decisiva. O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que a definição do nome que ocupará a vaga de vice-governador deve ocorrer entre o fim de junho e o início de julho.
A declaração reforça o avanço das articulações políticas em torno da sucessão estadual e aumenta a movimentação entre partidos aliados interessados em ocupar espaço estratégico no projeto liderado por Pivetta.
Segundo Mauro Carvalho, a decisão será exclusivamente do governador, mesmo com indicações e sugestões apresentadas pelos partidos que integram o arco de alianças da futura candidatura.
“Há vários nomes capacitados, homens e mulheres, que podem compor essa chapa. Mas essa é uma decisão pessoal do governador, porque o vice é alguém que ficará ao lado dele durante todo o mandato”, declarou o chefe da Casa Civil ao comentar o processo de escolha. ()
A vaga de vice passou a ser considerada uma das peças mais estratégicas da eleição estadual. A escolha deve influenciar diretamente na ampliação de alianças regionais, fortalecimento político da chapa e construção de palanque eleitoral para a disputa ao Palácio Paiaguás.
Entre os nomes ventilados no meio político aparecem lideranças femininas e representantes de partidos que hoje integram a base governista. A ex-deputada federal Gisela Simona (União Brasil) está entre os nomes mencionados nas discussões políticas, além de outras lideranças com influência regional e peso eleitoral.
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), já defendeu publicamente que o partido participe da composição majoritária. O Podemos é tratado como peça importante dentro do grupo político aliado por conta da força da chapa proporcional e da presença consolidada em diversas regiões do estado.
Outros nomes também circulam no cenário político, como a ex-prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (União Brasil) e a vereadora Samantha Iris (PL), primeira-dama de Cuiabá. Cada composição representa uma estratégia diferente dentro do processo eleitoral de 2026.
A possível aproximação com o PL, porém, é considerada mais complexa diante da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. O partido aparece hoje em campo oposto ao grupo de Pivetta na disputa eleitoral.
Otaviano Pivetta assumiu o comando do Governo de Mato Grosso após a saída de Mauro Mendes para disputar o Senado e vem intensificando agendas políticas e administrativas desde então. Em entrevistas recentes, o governador afirmou que pretende manter foco na gestão e continuidade das obras e programas estaduais. ()
A expectativa é de que a definição do vice acelere as articulações partidárias em Mato Grosso e reorganize o cenário político para a eleição de 2026, considerada uma das mais disputadas dos últimos anos no estado.
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