“Está travando tudo”, diz Dilmar sobre disputa política entre Mauro Mendes e Jayme Campos
Política POR: Redação
POSTADO EM: 08/05/2026
O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal’Bosco (União Brasil), admitiu que a disputa política entre o governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos já começa a provocar reflexos diretos nas articulações eleitorais para 2026. Segundo o parlamentar, o impasse interno dentro do União Brasil está dificultando a formação das chapas proporcionais para deputado estadual e federal em Mato Grosso.
A declaração evidencia o ambiente de tensão crescente dentro do principal grupo político do Estado. Embora ambos integrem o mesmo partido, Mauro Mendes e Jayme Campos vivem um distanciamento estratégico diante da sucessão estadual. Enquanto o governador mantém apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o Palácio Paiaguás, Jayme segue disposto a disputar o Governo e resiste à construção de consenso dentro da base aliada.
Dilmar afirmou que a indefinição tem causado insegurança entre lideranças políticas e possíveis candidatos, principalmente aqueles que aguardam uma orientação mais clara sobre a composição das federações e alianças partidárias. Nos bastidores, partidos da base avaliam que a falta de alinhamento entre as principais lideranças do União Brasil pode provocar uma fragmentação inédita dentro do grupo governista.
O deputado explicou que a montagem das chapas proporcionais depende diretamente da definição do cenário majoritário. Isso porque muitos parlamentares e pré-candidatos aguardam posicionamentos de Mauro Mendes e Jayme Campos antes de decidir permanência partidária, mudanças de legenda ou alianças regionais.
A preocupação cresce principalmente dentro da federação formada entre União Brasil e Progressistas, que tenta equilibrar espaços políticos para evitar excesso de candidatos competitivos numa mesma chapa. Dilmar já vinha defendendo uma reorganização interna justamente para impedir disputas fratricidas e perda de cadeiras na Assembleia Legislativa.
Segundo interlocutores políticos, o cenário preocupa porque Mauro Mendes e Jayme Campos representam duas forças históricas e influentes dentro do grupo governista. Mauro concentra força administrativa e apoio de setores econômicos ligados ao agronegócio e ao empresariado. Já Jayme mantém forte capilaridade política no interior e influência tradicional dentro da classe política mato-grossense.
Mesmo evitando falar publicamente em crise, lideranças da base reconhecem que o ambiente interno se tornou mais delicado após Jayme intensificar movimentos em defesa de candidatura própria ao Governo. O senador já declarou que considera “tardio” qualquer recuo político e indicou disposição para enfrentar eventual disputa interna dentro do partido.
Do outro lado, Mauro Mendes mantém postura estratégica e evita antecipar decisões definitivas sobre 2026. Apesar disso, aliados do governador trabalham abertamente pela consolidação do nome de Otaviano Pivetta como sucessor natural do grupo político governista.
Dilmar também demonstrou preocupação com os impactos da divisão sobre os deputados estaduais da base. Isso porque muitos parlamentares dependem diretamente da força eleitoral da chapa majoritária para ampliar desempenho nas eleições proporcionais.
Cresce o temor de que uma disputa interna mais agressiva entre Mauro e Jayme provoque debandadas partidárias e reorganização de forças políticas em Mato Grosso. Partidos como Republicanos, MDB, Podemos e PSB já acompanham atentamente o cenário e avaliam possíveis movimentos estratégicos.
Apesar do clima de tensão, integrantes do União Brasil ainda apostam em uma composição futura para evitar ruptura pública dentro do grupo. A avaliação predominante é de que uma divisão aberta poderia enfraquecer o bloco governista justamente no momento em que a oposição tenta reorganizar espaço para 2026.
Enquanto isso, as articulações seguem travadas nos bastidores, e a disputa silenciosa entre Mauro Mendes e Jayme Campos passa a influenciar diretamente os rumos políticos das próximas eleições em Mato Grosso.
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