Cuiabá, 2026-08-18T07:14:54

Janaina Riva defende investigação de ministros do STF e diz que não existe salvo-conduto

Janaina Riva defende investigação de ministros do STF e diz que não existe salvo-condutoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 18/08/2026

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A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) elevou o tom ao tratar da relação entre o Senado Federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu que ministros da Corte sejam responsabilizados caso cometam crimes ou estejam envolvidos em denúncias que exijam apuração. Em entrevista, a deputada estadual afirmou que os integrantes do Supremo, apesar da função que exercem, não podem estar acima das regras aplicadas aos demais agentes públicos.

A declaração ocorre durante a campanha eleitoral e mira um dos temas mais sensíveis para o eleitorado de direita: a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Janaina, que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso no Senado em 2026, afirmou que pretende atuar diretamente nessa discussão caso seja eleita.

Segundo a candidata, o Senado é a instituição responsável por processar e julgar ministros do Supremo em crimes de responsabilidade. Na avaliação dela, a prerrogativa do cargo não pode ser interpretada como uma espécie de proteção contra investigações ou responsabilizações.

“Ministro do Supremo Tribunal Federal não pode ter salvo-conduto”, afirmou Janaina. Para ela, qualquer eventual prática criminosa ou denúncia consistente envolvendo um ministro deve ser submetida à apuração dentro dos mecanismos previstos institucionalmente.

Janaina também afirmou que o Senado já possui requerimentos com assinaturas suficientes para que processos de impeachment contra ministros possam ser analisados. Na avaliação da emedebista, entretanto, o principal obstáculo estaria na decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), de não colocar os pedidos em tramitação.

A candidata defendeu que, além da disposição política para assinar os requerimentos, os senadores precisam construir uma articulação capaz de levar o assunto ao plenário. “Além de coragem para assinar, falta habilidade de diálogo”, afirmou, ao defender uma atuação mais incisiva do Senado diante de eventuais pedidos de responsabilização.

O posicionamento reforça uma estratégia política que Janaina vem adotando ao longo da disputa pelo Senado. A parlamentar tem buscado ocupar espaço no campo da direita em Mato Grosso e se apresentar ao eleitorado como uma candidata disposta a enfrentar temas que envolvem diretamente o STF e o equilíbrio entre os Poderes. Em abril, ela já havia afirmado que não teria receio de participar de discussões sobre eventuais processos de impeachment de ministros da Corte.

A disputa pelo Senado em Mato Grosso ganhou ainda mais importância em 2026 porque duas cadeiras estarão em jogo. Janaina concorre em um cenário que reúne nomes de diferentes correntes políticas e que deve produzir uma das campanhas mais disputadas do Estado. Entre os concorrentes estão o ex-governador Mauro Mendes, o senador Carlos Fávaro, José Medeiros e Antonio Galvan, além de outros nomes que buscam espaço no eleitorado.

A estratégia de Janaina coloca o Senado no centro de um debate que ultrapassa a eleição estadual. Caso conquiste uma das vagas, a parlamentar terá entre suas principais pautas a relação entre Legislativo e Judiciário, especialmente em um momento de forte discussão nacional sobre os limites da atuação do STF e o papel do Senado na fiscalização dos ministros.

A fala também evidencia como a campanha começa a ser marcada por temas de forte apelo ideológico. Ao defender que ministros do Supremo respondam por eventuais crimes e ao cobrar do Senado uma postura mais ativa, Janaina tenta consolidar uma imagem de independência e firmeza diante da Corte.

Com a campanha oficialmente nas ruas, o discurso tende a ganhar ainda mais espaço. A eleição para o Senado em Mato Grosso não será apenas uma disputa entre nomes conhecidos da política estadual, mas também uma escolha sobre quais posições os futuros representantes do Estado levarão para Brasília em debates que envolvem diretamente as instituições e o equilíbrio entre os Poderes.

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