Cuiabá, 2026-07-09T13:56:00

Júlio Campos admite racha no União Brasil e defende liberdade para grupo apoiar Jayme ou Pivetta

Júlio Campos admite racha no União Brasil e defende liberdade para grupo apoiar Jayme ou PivettaPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 09/07/2026

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A disputa interna no União Brasil de Mato Grosso ganhou um novo capítulo nesta semana após o deputado estadual Júlio Campos admitir que o partido dificilmente chegará unido às eleições de 2026 para a escolha do candidato ao Governo do Estado. Diante do impasse entre o senador Jayme Campos, que defende uma candidatura própria da legenda, e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apoiado pelo ex-governador Mauro Mendes, Júlio passou a defender uma solução que preserve a unidade partidária: liberar os filiados para apoiar projetos diferentes caso não haja consenso na convenção.

A proposta surge em meio ao acirramento das divergências dentro da federação formada por União Brasil e Progressistas (PP), responsável por definir oficialmente o posicionamento da legenda na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo o parlamentar, antes de qualquer decisão definitiva será necessário que o resultado da convenção do União Brasil seja submetido ao aval do partido federado, respeitando o rito estabelecido pela aliança nacional.

Júlio afirmou que manteve conversas com dirigentes do Progressistas e recebeu a sinalização de que não haverá resistência caso o União Brasil opte por lançar Jayme Campos como candidato ao Governo. Na avaliação do deputado, o PP tende a respeitar a decisão tomada pelos convencionais, abrindo caminho para que o partido mantenha protagonismo na eleição estadual.

Mesmo assim, o parlamentar reconheceu que uma parte da legenda permanece alinhada ao projeto político de Otaviano Pivetta, que busca a reeleição e conta com o apoio declarado de Mauro Mendes desde o início das articulações para 2026. Para evitar uma ruptura mais profunda, Júlio defendeu que esses integrantes possam apoiar Pivetta sem sofrer punições partidárias.

Na prática, a proposta estabelece uma espécie de liberação política para que cada grupo siga o projeto considerado mais adequado. O deputado afirmou que esse tipo de entendimento tem sido adotado por outras legendas e pode impedir um desgaste ainda maior dentro do União Brasil durante o processo eleitoral.

Entre os nomes que seriam contemplados por essa liberdade está o próprio Mauro Mendes, presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado. Júlio disse que existe entendimento para que o ex-governador mantenha seu compromisso político com Pivetta, mesmo que a convenção escolha Jayme Campos como representante oficial da legenda na corrida ao Governo.

O conflito interno se arrasta há vários meses e expõe duas correntes distintas dentro do partido. De um lado, Jayme Campos sustenta que o União Brasil precisa apresentar candidatura própria, argumentando que uma das maiores siglas do Estado não pode abrir mão do protagonismo na principal disputa eleitoral. O senador também rejeitou alternativas como disputar novamente o Senado ou integrar uma chapa como candidato a vice-governador, reafirmando que seu objetivo é concorrer ao comando do Executivo estadual.

Do outro lado, Mauro Mendes mantém a defesa de uma aliança em torno de Otaviano Pivetta, aliado político de longa data. O ex-governador argumenta que a decisão final caberá aos delegados da federação durante a convenção partidária e que qualquer definição deverá respeitar o processo interno da legenda. Nos últimos meses, as divergências provocaram troca de declarações públicas entre os grupos, aumentando a tensão às vésperas da convenção, prevista para ocorrer nas próximas semanas.

Com o calendário eleitoral se aproximando, a expectativa é que a definição do União Brasil seja um dos movimentos mais importantes da sucessão estadual. A escolha poderá influenciar diretamente a formação das alianças para 2026 e redesenhar o cenário político de Mato Grosso, especialmente diante da força eleitoral dos grupos liderados por Jayme Campos, Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.

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