Júlio Campos expõe mágoa com Fábio Garcia e critica articulação contra projeto de Jayme
Política POR: Redação
POSTADO EM: 01/06/2026
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) elevou o tom das críticas dentro do próprio grupo político e expôs publicamente um desgaste com o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), ao afirmar que faltou gratidão por parte do aliado diante do histórico de apoio recebido da família Campos ao longo da trajetória política dele.
A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão interna dentro da federação formada por União Brasil e Progressistas, que vive uma disputa cada vez mais evidente sobre os rumos da eleição de 2026 em Mato Grosso. Nos bastidores, o principal ponto de conflito envolve o projeto político do senador Jayme Campos (União Brasil), que tenta viabilizar uma candidatura ao Governo do Estado diante do avanço da articulação liderada pelo grupo do governador Mauro Mendes (União Brasil).
Júlio afirmou que recebeu com surpresa o posicionamento adotado por Fábio Garcia nas discussões internas da federação e classificou como um “erro gravíssimo” a falta de apoio ao projeto político de Jayme. Segundo ele, a relação construída ao longo dos anos deveria ter levado a uma postura diferente dentro das negociações partidárias.
O parlamentar relembrou que a família Campos teve participação importante em momentos decisivos da carreira política de Fábio Garcia, inclusive em articulações que contribuíram para sua ascensão dentro do cenário estadual. A cobrança por reconhecimento foi interpretada nos bastidores como um dos sinais mais claros do aprofundamento da divisão interna entre os grupos ligados a Jayme Campos e Mauro Mendes.
A crise ganhou força após a criação da comissão estadual da federação União Progressista, estrutura que terá influência direta nas definições eleitorais de 2026. O colegiado ficou sob forte influência do grupo político de Mauro Mendes, cenário visto por aliados de Jayme como um movimento que dificulta o avanço da pré-candidatura do senador ao Palácio Paiaguás.
Nos últimos dias, Júlio Campos passou a fazer críticas mais contundentes à condução das articulações partidárias. Em entrevistas, chegou a afirmar que o grupo de Jayme possui maioria dentro das convenções do União Brasil e sinalizou que o projeto político liderado por Mauro Mendes também depende da aprovação interna da legenda para avançar.
O embate ocorre porque parte da base governista trabalha para consolidar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como candidato apoiado pelo atual grupo que comanda o Palácio Paiaguás. Esse movimento é visto por aliados de Jayme como uma tentativa de esvaziar a construção de uma candidatura própria do União Brasil ao Governo do Estado.
Apesar do clima de tensão, lideranças da federação ainda tentam evitar um rompimento definitivo. A avaliação interna é que uma divisão mais profunda poderia enfraquecer o grupo político nas eleições de 2026 e abrir espaço para adversários ampliarem influência na disputa estadual.
As declarações de Júlio revelam que o conflito deixou de ser apenas uma divergência estratégica e passou a atingir relações políticas construídas ao longo de anos. O discurso de gratidão, lealdade e reconhecimento passou a ocupar espaço central nas discussões internas, ampliando o desgaste entre lideranças que até pouco tempo atuavam no mesmo campo político.
Enquanto Mauro Mendes fortalece o controle da federação e trabalha na construção de seu projeto para o Senado, Jayme Campos segue tentando consolidar espaço para disputar o Governo. Nesse cenário, a fala de Júlio reforça que a disputa interna do União Brasil está longe de um consenso e promete continuar influenciando os bastidores da política mato-grossense nos próximos meses.
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