Cuiabá, 2026-06-07T15:13:27

Júlio Campos pede exoneração de servidor da AL após denúncias de ausência no trabalho

Júlio Campos pede exoneração de servidor da AL após denúncias de ausência no trabalhoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 14/05/2026

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O deputado estadual Júlio Campos voltou a elevar o tom dentro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso ao defender a demissão de um servidor comissionado acusado de não cumprir expediente presencial no Legislativo estadual. A cobrança ganhou força após denúncias envolvendo o ex-deputado Ulysses Moraes, atualmente lotado em cargo estratégico na estrutura da Casa.

A declaração provocou repercussão no meio político e ampliou o debate sobre fiscalização de servidores comissionados, controle de frequência e uso da estrutura pública para atividades políticas fora das funções institucionais.

Segundo as denúncias divulgadas nos últimos dias, Ulysses Moraes estaria exercendo atividades políticas e produzindo conteúdo para redes sociais durante horário de expediente da Assembleia Legislativa. O ex-parlamentar ocupa cargo com salário considerado elevado dentro da estrutura administrativa do Legislativo estadual.

Júlio Campos afirmou que a situação compromete a credibilidade da Assembleia e defendeu providências imediatas por parte da Mesa Diretora. Para o deputado, qualquer servidor público precisa cumprir carga horária, prestar contas das atividades exercidas e respeitar as regras internas da instituição.

A pressão também aumenta sobre a presidência da Assembleia, comandada por Max Russi, diante da cobrança de parlamentares por maior rigor no acompanhamento de cargos comissionados e funções estratégicas dentro da Casa.

O caso ganhou dimensão política porque Ulysses Moraes mantém forte presença digital e vem se posicionando publicamente em pautas ligadas à direita conservadora, críticas ao governo federal e defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A atuação política intensa do ex-deputado passou a ser questionada após a divulgação de informações sobre sua rotina funcional na Assembleia.

Nos bastidores do Legislativo, parlamentares avaliam que o episódio pode acelerar discussões internas sobre controle de produtividade, presença física de servidores e revisão de cargos considerados sensíveis dentro da estrutura administrativa da ALMT.

A Assembleia Legislativa ainda poderá abrir procedimentos internos para apurar a situação funcional do servidor e verificar possíveis irregularidades administrativas relacionadas ao cumprimento da jornada de trabalho.

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