Mauro reage a Jayme e diz que antecipar vitória na convenção do União é sinal de “desespero”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 27/07/2026
A disputa interna pelo comando do projeto eleitoral do União Brasil em Mato Grosso ganhou um novo capítulo às vésperas da convenção estadual da legenda. O ex-governador Mauro Mendes, presidente do partido no Estado e pré-candidato ao Senado, rebateu as declarações do senador Jayme Campos, que afirmou já contar com o apoio da maioria dos convencionais para garantir a indicação ao Governo do Estado. Para Mauro, antecipar um resultado antes da votação representa desrespeito aos filiados e pode demonstrar insegurança diante da disputa que será decidida no próximo dia 30 de julho.
A reação ocorreu depois que Jayme declarou publicamente ter o apoio de 35 dos 50 convencionais com direito a voto na convenção. O senador também afirmou que não trabalha com a hipótese de derrota e se disse confiante na homologação de sua candidatura ao Palácio Paiaguás. A declaração elevou a temperatura dentro do partido, que vive um dos momentos mais delicados de sua história recente em Mato Grosso.
Ao comentar o assunto, Mauro ressaltou que a votação será secreta e que cada convencional deve exercer seu direito de forma livre, sem qualquer tipo de pressão ou tentativa de influenciar o resultado antes da realização da convenção.
“A votação é secreta, e as pessoas têm o direito de ir lá e se manifestar livremente. Ficar antecipando o resultado é, no mínimo, um desrespeito ou uma demonstração de desespero”, afirmou o dirigente do União Brasil.
O ex-governador também reforçou que apenas os 50 convencionais habilitados poderão decidir qual será o posicionamento do partido nas eleições estaduais e criticou a divulgação de um suposto placar antes da votação.
Segundo Mauro, a tentativa de apresentar um resultado como definitivo antes da manifestação oficial dos filiados compromete o ambiente democrático interno da legenda e desrespeita o processo partidário.
A convenção do União Brasil tornou-se uma das mais aguardadas do calendário político mato-grossense. O encontro definirá se a sigla lançará Jayme Campos como candidato ao Governo ou se apoiará o projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nome respaldado por Mauro Mendes e pela maior parte do grupo que hoje comanda o Executivo estadual.
Nos bastidores, a disputa extrapola a escolha de um candidato. O resultado da convenção influenciará diretamente a formação das alianças para o pleito de 2026, especialmente diante das negociações envolvendo Republicanos, MDB, PL, Podemos e outras legendas que ainda discutem a composição das chapas majoritárias. Dependendo da decisão do União Brasil, o cenário eleitoral poderá sofrer uma reconfiguração significativa nas próximas semanas.
Enquanto Jayme aposta no apoio da militância histórica do partido e insiste que reúne votos suficientes para vencer a convenção, Mauro mantém o discurso de respeito ao processo interno e evita reconhecer qualquer favoritismo antes da apuração oficial. A expectativa é de que a reunião do próximo dia 30 coloque fim a uma das maiores disputas internas já registradas na legenda em Mato Grosso, com reflexos diretos sobre a corrida ao Palácio Paiaguás e à formação da base governista para as eleições deste ano.
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