Max Russi admite intervenção da Assembleia em crise no Samu e cobra análise técnica
Política POR: Redação
POSTADO EM: 24/04/2026
A crise envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso ganhou um novo capítulo com a entrada mais firme da Assembleia Legislativa no debate. O presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), afirmou que o Legislativo pode intervir diretamente na situação caso o impasse não seja resolvido, e cobrou uma análise técnica detalhada sobre a integração do serviço com o Corpo de Bombeiros.
A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão entre servidores, governo e parlamentares, diante de mudanças na estrutura do atendimento de urgência no estado. Nos bastidores, o ponto central da discussão é a reconfiguração do modelo, que vem ampliando a atuação dos bombeiros e reduzindo a participação direta do Samu em algumas regiões.
Max defende que qualquer decisão precisa ser baseada em critérios técnicos e não apenas administrativos ou financeiros. Para ele, o risco de decisões precipitadas pode comprometer um serviço considerado essencial e que impacta diretamente na preservação de vidas.
O parlamentar deixou claro que a Assembleia não aceitará retrocessos e que o Legislativo está pronto para agir, caso seja necessário garantir a continuidade e a qualidade do atendimento. A Comissão de Saúde da Casa já acompanha o caso e articula reuniões com representantes do governo para buscar uma solução institucional.
A crise se intensificou após a não renovação de contratos de profissionais do Samu, o que gerou protestos da categoria e levantou alertas sobre possível redução na cobertura do serviço. Trabalhadores apontam fechamento de bases e aumento do tempo de resposta como consequências diretas das mudanças.
Por outro lado, o Governo do Estado sustenta que não há prejuízo no atendimento e que a integração com o Corpo de Bombeiros tem ampliado a eficiência do sistema. Dados oficiais indicam que o modelo conjunto aumentou o número de equipes e reduziu o tempo de resposta em até 30%, além de expandir a cobertura do serviço em diversas regiões.
A integração, iniciada em 2025, unificou operações e passou a utilizar uma central única de regulação, permitindo o envio da equipe mais próxima para cada ocorrência. A proposta é otimizar recursos e tornar o atendimento mais ágil, especialmente em situações de emergência.
Apesar dos números positivos apresentados pelo governo, o modelo enfrenta resistência dentro da própria rede de saúde e entre parlamentares, que defendem cautela na implementação e maior transparência nas decisões.
Ao cobrar uma avaliação técnica aprofundada, Max Russi sinaliza que a Assembleia pretende atuar como mediadora no conflito, equilibrando a busca por eficiência com a necessidade de garantir segurança no atendimento à população.
O desfecho da crise deve passar por negociações nos próximos dias, com possibilidade de ajustes no modelo atual. Enquanto isso, o tema segue no centro do debate político em Mato Grosso, com impacto direto sobre um dos serviços mais sensíveis da área da saúde.
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