Max Russi mantém portas abertas para Wellington Fagundes mesmo com avanço de Pivetta no Podemos
Política POR: Redação
POSTADO EM: 01/06/2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), voltou a movimentar os bastidores da sucessão estadual ao afirmar que, apesar da tendência de aproximação do partido com o projeto político liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ainda não está descartada uma eventual composição com o senador Wellington Fagundes (PL) para a disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026.
A declaração evidencia que o cenário eleitoral segue aberto e que as articulações para a formação de alianças ainda estão longe de uma definição definitiva. Embora o Podemos integre atualmente a base de sustentação do governador Mauro Mendes (União Brasil) e mantenha proximidade com o grupo político que defende a candidatura de Pivetta, Max fez questão de reforçar que qualquer decisão passará por debate interno da legenda.
Segundo o parlamentar, existe uma inclinação natural para que o partido caminhe ao lado do projeto governista em razão da relação construída ao longo dos últimos anos com Mauro Mendes e Otaviano Pivetta. Ainda assim, ele deixou claro que não há veto político ao grupo liderado por Wellington Fagundes e que eventuais conversas poderão ocorrer caso haja interesse do PL.
Nos bastidores, a fala foi interpretada como um movimento estratégico para manter o Podemos no centro das negociações eleitorais. Com forte presença na Assembleia Legislativa e influência em diversas regiões do Estado, o partido passou a ser visto como peça importante na construção das alianças que disputarão o comando de Mato Grosso.
O posicionamento de Max ocorre em um momento de intensificação das movimentações para 2026. Nos últimos meses, Otaviano Pivetta ampliou o processo de construção de sua pré-candidatura ao Governo e recebeu manifestações públicas de apoio de lideranças partidárias e setores ligados ao agronegócio. Recentemente, o PSDB formalizou adesão ao projeto político liderado pelo vice-governador, tornando-se a primeira sigla a anunciar oficialmente apoio à sua futura candidatura.
Ao mesmo tempo, Wellington Fagundes segue trabalhando para consolidar sua pré-candidatura dentro do PL. O senador busca fortalecer sua posição junto ao eleitorado conservador e às lideranças bolsonaristas, em uma disputa que promete dividir o campo da direita em Mato Grosso.
As articulações têm provocado um verdadeiro redesenho do cenário político estadual. Enquanto o grupo ligado ao Palácio Paiaguás trabalha para ampliar a base de sustentação de Pivetta, lideranças do PL tentam evitar o esvaziamento do projeto de Wellington e reforçar a construção de uma candidatura própria ao Governo.
A postura adotada por Max Russi também demonstra cautela diante das indefinições que ainda cercam a composição das chapas majoritárias. Além da disputa pelo Governo, o cenário envolve negociações para o Senado, possíveis federações partidárias e acordos regionais que podem alterar significativamente o quadro político nos próximos meses.
Nos corredores da política mato-grossense, a avaliação é de que o presidente da Assembleia procura preservar espaço de diálogo com todos os grupos relevantes da disputa, evitando um alinhamento antecipado que possa limitar o poder de negociação do Podemos mais adiante.
Enquanto isso, o xadrez eleitoral segue em movimento. Com lideranças fortalecendo pré-candidaturas, partidos ampliando conversas e alianças ainda indefinidas, a corrida pelo Governo de Mato Grosso começa a ganhar contornos mais claros, mas ainda longe de apresentar um desenho fechado para 2026.
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