Moraes dá 15 dias para Emanuelzinho se defender em ação movida por Mauro Mendes
Política POR: Redação
POSTADO EM: 14/04/2026
Ministro Alexandre de Moraes abre prazo para defesa do deputado federal em ação por calúnia e difamação apresentada pelo governador de Mato Grosso.
O embate político entre o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (MDB), avançou no Supremo Tribunal Federal (STF) e entrou em uma nova fase processual. O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de prazo de 15 dias para que o parlamentar apresente defesa na queixa-crime movida pelo chefe do Executivo estadual por calúnia e difamação.
A decisão ocorre após o STF assumir a condução do caso, que saiu da esfera estadual em razão do foro privilegiado do deputado federal. A ação foi apresentada por Mauro Mendes após declarações públicas feitas por Emanuelzinho, nas quais o parlamentar levantou suspeitas sobre a gestão estadual, incluindo críticas relacionadas à área da saúde e possíveis irregularidades administrativas.
Na queixa-crime, o governador sustenta que as falas ultrapassaram o campo da crítica política e atingiram sua honra pessoal, motivo pelo qual pede responsabilização penal e indenização. O valor inicialmente indicado na ação gira em torno de R$ 50 mil por danos morais.
Com a intimação assinada por Moraes, o processo entra agora em fase de resposta do acusado, etapa fundamental para que o Supremo avalie se há elementos suficientes para o prosseguimento da ação penal. Após a manifestação da defesa, caberá ao relator decidir se aceita a queixa-crime ou se o caso será arquivado.
Nos bastidores, o caso é acompanhado com atenção por lideranças políticas, já que envolve dois nomes de peso no cenário mato-grossense e pode gerar desdobramentos tanto jurídicos quanto políticos. A discussão também toca em um ponto sensível: os limites da imunidade parlamentar, que garante proteção a deputados por opiniões e declarações no exercício do mandato, mas não impede responsabilização em casos de abuso.
A controvérsia teve origem em declarações feitas por Emanuelzinho durante entrevistas e manifestações públicas em 2024, período em que o parlamentar criticou duramente a condução do governo estadual. O envio do caso ao STF consolidou o entendimento de que a análise deve ocorrer na mais alta instância do Judiciário, dada a condição de deputado federal do acusado.
O avanço da ação reforça o cenário de judicialização crescente da política em Mato Grosso, onde disputas entre lideranças têm migrado com frequência para o campo jurídico. A decisão final do Supremo poderá estabelecer parâmetros importantes sobre os limites do discurso político e o alcance da imunidade parlamentar no país.
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