“Não saiu por vontade própria”, diz Mauro sobre ida de Botelho ao MDB
Política POR: Redação
POSTADO EM: 02/04/2026
O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), confirmou publicamente que a saída do deputado estadual Eduardo Botelho do União Brasil não foi uma decisão isolada, mas resultado de uma articulação interna do próprio grupo político. Segundo ele, a mudança para o MDB ocorreu “a pedido nosso”, como parte de uma estratégia para reorganizar as chapas com foco nas eleições de 2026.
A declaração escancara os bastidores da chamada “dança partidária” que domina o cenário político neste período de janela, revelando que a movimentação foi construída coletivamente para evitar desequilíbrios dentro da sigla. De acordo com Mauro, a permanência de vários nomes com forte densidade eleitoral no União dificultava a atração de novos candidatos, comprometendo a formação de uma chapa competitiva.
O ex-governador foi direto ao afirmar que Botelho não deixou o partido por iniciativa própria, mas para colaborar com o grupo. A decisão, segundo ele, foi alinhada previamente com pré-candidatos e lideranças, dentro de uma estratégia maior de viabilidade eleitoral.
Nos bastidores, o diagnóstico era claro: uma chapa com múltiplos candidatos fortes, com votações expressivas, acaba afastando novos nomes, que não enxergam espaço competitivo. Esse cenário, segundo Mauro, tornava necessário redistribuir lideranças entre diferentes siglas aliadas.
A tendência, confirmada pelo próprio grupo, é que Botelho se consolide no MDB, reforçando a composição da legenda em Mato Grosso. A movimentação faz parte de um rearranjo mais amplo que envolve outras trocas partidárias e negociações em curso, intensificadas pela proximidade do prazo final para mudanças de partido.
Mauro Mendes também indicou que o cenário ainda está em aberto e pode sofrer alterações de última hora, o que reforça o clima de incerteza e intensa articulação política no estado. Com o prazo se encerrando, lideranças aceleram decisões para garantir espaço e viabilidade eleitoral.
A saída de Botelho, portanto, não representa apenas uma mudança individual, mas um movimento estratégico que evidencia como os bastidores políticos estão sendo reorganizados para a disputa de 2026, com foco em equilíbrio de forças e maximização de resultados nas urnas.
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