Pesquisa revela empate técnico entre Lúdio, Max Russi, Botelho e Beto na corrida pela ALMT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 30/07/2026
A corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) começa a ganhar contornos mais definidos, e um novo levantamento mostra que os nomes mais conhecidos da política estadual seguem na dianteira da disputa. Na pesquisa espontânea, quando os eleitores respondem sem receber uma lista de candidatos, Lúdio Cabral (PT), Max Russi (Podemos), Eduardo Botelho (MDB) e Beto Dois a Um (Podemos) aparecem como os deputados mais lembrados pelos mato-grossenses.
Lúdio lidera numericamente com 3,1% das intenções de voto, seguido por Max Russi e Eduardo Botelho, ambos com 3,0%. Beto Dois a Um surge logo atrás, com 2,9%. Como a margem de erro do levantamento é de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, os quatro estão tecnicamente empatados na liderança, indicando uma disputa bastante aberta entre parlamentares que já possuem forte presença regional e alto nível de conhecimento do eleitorado.
Na sequência aparecem Elizeu Nascimento (Novo), com 2,6%, Paulo Araújo (Republicanos) e Thiago Silva (MDB), ambos com 2,5%, além do ex-prefeito de Primavera do Leste Léo Bortolin (MDB), que registra 2,4% mesmo sem ocupar atualmente uma cadeira na Assembleia Legislativa. O desempenho de Bortolin chama atenção por evidenciar que lideranças municipais com atuação estadual também entram no radar da disputa proporcional.
Completam o grupo dos mais lembrados Valmir Moretto (2,1%), Juca do Guaraná (2,0%), Fabinho Tardin (1,9%), Dr. Eugênio (1,9%), Moacir Couto (1,8%) e Wilson Santos (1,7%). O levantamento reforça que a eleição para deputado estadual permanece pulverizada, sem um candidato isolado na dianteira.
O dado que mais chama atenção, no entanto, é o elevado índice de indefinição do eleitorado. Segundo a pesquisa, 45,2% dos entrevistados afirmaram que ainda não sabem em quem votar para deputado estadual, enquanto 1% declarou intenção de votar em branco ou anular o voto. Na prática, quase metade do eleitorado permanece em disputa, o que pode alterar significativamente o cenário ao longo da campanha.
Esse comportamento é considerado comum em eleições proporcionais, nas quais o número de candidatos é elevado e o processo de escolha costuma ocorrer mais próximo do período eleitoral. Diferentemente das disputas para governador ou senador, o voto para deputado estadual tende a ser influenciado por redes locais, atuação parlamentar, lideranças regionais e mobilização partidária.
O desempenho de Max Russi e Eduardo Botelho também reflete o peso institucional que ambos acumulam na política mato-grossense. Russi preside a Assembleia Legislativa e ampliou sua influência após migrar para o Podemos, enquanto Botelho continua sendo uma das principais lideranças do MDB e mantém forte presença em Cuiabá e no interior do estado. Já Lúdio Cabral conserva elevado índice de lembrança desde a eleição municipal de 2024, quando disputou a Prefeitura de Cuiabá e ampliou sua exposição política.
A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 23 e 27 de julho, ouvindo 1.200 eleitores em diferentes regiões de Mato Grosso. O levantamento possui nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-00822/2026 e MT-02251/2026.
O cenário ainda está longe de consolidado, mas os números indicam que parlamentares já conhecidos do eleitorado entram na disputa com vantagem importante em termos de lembrança e capital político. A tendência é que as articulações partidárias, alianças regionais e o desempenho nas campanhas municipais e estaduais influenciem diretamente o quadro até as eleições de 2026.

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