Pivetta diz que MT “cortou o cordão umbilical com Brasília” e destaca força econômica do estado
Política POR: Redação
POSTADO EM: 28/05/2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que Mato Grosso alcançou um novo patamar de autonomia financeira e declarou que o estado “cortou o cordão umbilical com Brasília” ao defender os resultados econômicos e fiscais da atual gestão estadual. A fala foi dada durante agenda pública em Cuiabá e reforça o discurso político do grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) às vésperas das articulações para as eleições de 2026.
Segundo Pivetta, Mato Grosso deixou de depender financeiramente do governo federal graças ao fortalecimento da arrecadação própria, ao crescimento do agronegócio e ao modelo de gestão fiscal adotado nos últimos anos. O governador afirmou que o estado hoje possui capacidade de investimento sem necessidade de recorrer constantemente à União para execução de obras e programas estruturantes.
“Mato Grosso cortou o cordão umbilical com Brasília”, declarou Pivetta ao destacar que o estado passou a investir com recursos próprios em infraestrutura, saúde, educação e logística. Segundo ele, a transformação financeira ocorreu a partir de uma política de controle de gastos, reorganização administrativa e aumento da eficiência da máquina pública.
Nos últimos anos, Mato Grosso se consolidou entre os estados com maior capacidade de investimento do país. Dados do Tesouro Nacional colocam o estado entre os poucos com classificação máxima em capacidade de pagamento, permitindo acesso facilitado a financiamentos e manutenção do equilíbrio fiscal.
A atual gestão também costuma destacar obras de infraestrutura executadas com recursos próprios, incluindo pavimentação de rodovias, construção de pontes, hospitais regionais, escolas estaduais e ampliação da malha logística. O governo sustenta que o estado vive um ciclo de crescimento sustentado impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela industrialização do setor produtivo.
A declaração de Pivetta também foi interpretada como um movimento estratégico para reforçar sua imagem como sucessor natural do grupo de Mauro Mendes ao Palácio Paiaguás em 2026. O governador vem intensificando agendas públicas, discursos institucionais e aproximação com setores produtivos do estado.
Aliados avaliam que o discurso de autonomia financeira fortalece uma narrativa de eficiência administrativa construída pela atual gestão estadual. A estratégia busca associar o grupo político ao crescimento econômico de Mato Grosso, à expansão da infraestrutura e ao equilíbrio das contas públicas.
Ao mesmo tempo, opositores afirmam que o discurso ignora desafios sociais enfrentados pelo estado, como desigualdade regional, dificuldades no acesso à saúde pública, déficit habitacional e problemas estruturais em municípios do interior.
Pivetta também destacou que Mato Grosso possui hoje uma economia comparável à de diversos países sul-americanos e afirmou que o estado se tornou protagonista nacional na produção agrícola, exportação de grãos, proteína animal e geração de riquezas. Segundo ele, o desafio agora é transformar crescimento econômico em melhoria contínua da qualidade de vida da população.
A fala do governador ocorre em um momento em que o debate sobre pacto federativo, arrecadação e distribuição de recursos entre estados e União voltou ao centro das discussões nacionais, especialmente após embates envolvendo reforma tributária e repasses federais.
Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026, o discurso econômico deve se consolidar como uma das principais vitrines políticas do grupo governista em Mato Grosso, principalmente diante da tentativa de manter a continuidade administrativa iniciada na gestão Mauro Mendes.
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