Cuiabá, 2026-10-21T20:05:17

Pivetta vê “sacrifício necessário” ao encerrar Fethab 2 para aliviar setor produtivo

Pivetta vê “sacrifício necessário” ao encerrar Fethab 2 para aliviar setor produtivoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 15/04/2026

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, reconheceu que o fim do Fethab 2 deve gerar impacto direto nas finanças do Estado, mas afirmou que a medida é necessária diante do cenário de crise enfrentado pelo setor agropecuário.

A declaração reforça a estratégia adotada pelo governo estadual, que decidiu congelar os valores do fundo em 2026 e não renovar a cobrança adicional a partir de 2027, atendendo a uma demanda histórica do setor produtivo. A decisão, no entanto, não ocorre sem custo: o próprio governador admite que haverá perda de arrecadação.

Mesmo assim, Pivetta defende que o momento exige prioridade ao campo. Segundo ele, o agronegócio atravessa uma fase de forte pressão econômica, com aumento de custos, redução de margens e dificuldades operacionais, o que torna indispensável a adoção de medidas de alívio fiscal.

“O fundo vai fazer falta”, reconheceu o governador ao tratar do impacto nos cofres públicos. Ainda assim, sustentou que a decisão foi tomada com base na necessidade de preservar a atividade produtiva no estado, considerada essencial para a economia regional.

A medida atende diretamente a pleitos apresentados por entidades do agronegócio, que vinham alertando para o peso da tributação sobre a rentabilidade das atividades rurais. Estudos técnicos apontaram que, em diversas cadeias produtivas, os custos já vinham superando os ganhos, pressionando produtores e reduzindo a capacidade de investimento.

Na prática, o fim do Fethab 2 representa uma redução da carga tributária sobre o setor, especialmente no transporte e na comercialização de grãos e proteína animal. Para entidades representativas, a decisão deve gerar um alívio importante, permitindo maior previsibilidade e recuperação da competitividade no mercado.

Por outro lado, o fundo é uma das principais fontes de financiamento para obras de infraestrutura, como pavimentação de rodovias e investimentos logísticos. A redução dessa receita impõe ao governo o desafio de manter os investimentos sem comprometer o equilíbrio fiscal.

Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão reflete um movimento político e econômico de curto prazo: aliviar o setor produtivo em um momento crítico, mesmo que isso implique ajustes futuros nas contas públicas.

O debate agora deve avançar para a Assembleia Legislativa, que precisará analisar e validar as mudanças. Até lá, o tema segue como um dos principais pontos de tensão entre arrecadação estatal e sustentabilidade econômica do agronegócio em Mato Grosso.

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