Projeto amplia prioridade escolar para filhos de mulheres vítimas de violência em Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 16/12/2025
Proposta estende o direito para toda a rede municipal de ensino, incluindo creches, educação infantil e ensino fundamental
Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Cuiabá amplia o direito à prioridade na matrícula e na transferência escolar para filhos, dependentes ou tutelados de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A proposta, de autoria da presidente do Legislativo, vereadora Paula Calil (PL), foi protocolada durante a sessão desta terça-feira (16) e altera a Lei Municipal nº 6.694/2021.
Atualmente, a legislação garante prioridade apenas para vagas em creches. Com a mudança, o benefício passará a abranger todas as unidades da rede pública municipal, incluindo educação infantil e ensino fundamental. A iniciativa busca oferecer mais segurança e estabilidade às famílias que precisam mudar de endereço para romper o ciclo da violência.
Dados da Polícia Civil de Mato Grosso mostram a gravidade do cenário. No primeiro semestre de 2025, o estado registrou 27 casos de feminicídio, sendo 85% motivados por violência doméstica. Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em março, em Cuiabá, envolvendo o assassinato de uma adolescente.
Para Paula Calil, a proposta representa um avanço concreto na rede de proteção às mulheres. “Quando uma mulher rompe o ciclo da violência, ela precisa de apoio imediato do poder público. Garantir que os filhos permaneçam na escola, com segurança e dignidade, é uma forma de proteger toda a família”, afirmou a vereadora.
O projeto prevê que a prioridade será concedida mediante apresentação de medida protetiva de urgência ou relatório emitido por órgãos da rede municipal de assistência social, saúde ou de políticas para as mulheres. Em casos de violência moral, psicológica ou patrimonial, não será exigido exame de corpo de delito, sendo aceitos outros meios de prova, como mensagens, áudios, fotos, vídeos ou e-mails.
A matéria também proíbe qualquer forma de discriminação ou constrangimento às mulheres atendidas pela norma e garante a transferência de matrícula em qualquer período do ano letivo, sempre que a mudança for necessária para assegurar a proteção da família. O projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e segue em tramitação no Legislativo.
Baixada Cuiabana
Vereadora cobra Prefeitura de Cuiabá por atraso em emendas impositivas e exige transparência na execução dos recursos
Mensagens com ordem para participação em ato de pré-candidatura geram repercussão em Primavera do Leste
Paula declara que Dilemário atuou contra grupo durante articulações na Câmara
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
ALMT entra no Top 5 nacional de engajamento nas redes sociais e supera assembleias de grandes estados
Jayme eleva tom contra grupo que comanda Mato Grosso e diz que “corrupção vai explodir”: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”
Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”
