“Tenho maioria absoluta”, diz Jayme ao enfrentar grupo de Mauro no União Brasil
Política POR: Redação
POSTADO EM: 15/06/2026
Pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, senador afirma que conta com apoio da maioria dos filiados do União Brasil, critica a condução partidária de Mauro Mendes e diz que nunca dependeu politicamente do ex-governador.
A disputa interna pelo comando dos rumos do União Brasil em Mato Grosso ganhou mais um capítulo de tensão. O senador Jayme Campos voltou a confrontar o grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes e afirmou que possui apoio suficiente dentro da legenda para sustentar sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026.
Durante entrevista, Jayme minimizou a resistência enfrentada por aliados de Mauro e do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal nome apoiado pelo ex-chefe do Executivo para a sucessão estadual. Segundo o senador, a oposição ao seu projeto político está concentrada em um grupo restrito e não representa o sentimento da maioria dos prefeitos, vereadores, deputados e convencionais do partido.
Ao defender sua candidatura, Jayme afirmou que está preparado para levar a discussão até a convenção partidária, caso não haja consenso interno. O senador sustenta que o União Brasil deveria priorizar uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás, argumentando que um partido do tamanho da legenda não pode abrir mão de protagonismo em uma das principais disputas eleitorais do Estado.
A declaração mais contundente, porém, veio ao responder questionamentos sobre a influência política de Mauro Mendes dentro da sigla. Jayme afirmou que nunca precisou recorrer ao ex-governador para obter cargos, favores ou apoio político, resumindo a relação em uma frase que rapidamente repercutiu nos bastidores: “Nunca pedi uma Cibalena ao Mauro”. A expressão foi utilizada para reforçar sua independência política e destacar sua trajetória construída ao longo de décadas na vida pública mato-grossense.
O embate reflete uma disputa que se intensificou nos últimos meses dentro do União Brasil. De um lado, Jayme defende que a legenda tenha candidatura própria ao governo. Do outro, Mauro Mendes mantém apoio declarado a Otaviano Pivetta, que busca consolidar sua posição como sucessor natural do atual grupo governista. A divergência vem provocando sucessivas trocas de declarações públicas e ampliando o desgaste entre lideranças históricas do partido.
Jayme também voltou a criticar a forma como decisões estratégicas têm sido tomadas dentro da sigla. Segundo ele, temas relevantes para o futuro do partido não podem ser definidos por uma única liderança sem consulta às bases. O senador defende que prefeitos, vereadores, deputados e dirigentes partidários participem efetivamente das decisões relacionadas à sucessão estadual.
Nos últimos meses, o parlamentar tem feito críticas frequentes à condução do União Brasil em Mato Grosso. Em diferentes ocasiões, chegou a afirmar que a legenda perdeu espaço político por falta de articulação interna e acusou a atual direção estadual de enfraquecer a estrutura partidária ao não promover o fortalecimento de suas bases.
Apesar do clima de confronto, Jayme descarta deixar o partido e insiste que sua batalha será travada dentro da própria legenda. Ele afirma confiar na força política acumulada ao longo de sua trajetória e acredita que a maioria dos filiados apoia a ideia de uma candidatura própria ao Governo do Estado.
O cenário revela que a disputa pelo Palácio Paiaguás já começou muito antes do período eleitoral. Enquanto Mauro Mendes trabalha para consolidar o projeto de Pivetta, Jayme Campos busca mobilizar a estrutura partidária para provar que ainda possui influência suficiente para liderar o União Brasil em uma das eleições mais importantes da história recente de Mato Grosso. O desfecho dessa disputa deverá passar pelas convenções partidárias e promete movimentar intensamente os bastidores políticos nos próximos meses.
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