Cuiabá, 2026-07-22T17:20:06

Vereadora protocola pedido de CPI para investigar contratos da Educação em Cuiabá

Vereadora protocola pedido de CPI para investigar contratos da Educação em CuiabáBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 28/05/2026

COMPARTILHE:

A crise envolvendo a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá ganhou novos contornos políticos após a vereadora Maysa Leão (Republicanos) protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos, aquisições, reformas e serviços ligados à pasta entre os anos de 2021 e 2026. A iniciativa aumenta a pressão sobre a gestão do prefeito Abílio Brunini (PL) em meio a denúncias de possíveis irregularidades milionárias envolvendo recursos da Educação.

O requerimento foi apresentado nesta quinta-feira (28) na Câmara Municipal e prevê investigação sobre contratos administrativos, fornecimento de materiais, obras, compras de livros didáticos, uniformes escolares, kits pedagógicos, mobiliário e prestação de serviços vinculados à rede municipal de ensino.

A movimentação ocorre poucos dias após o próprio prefeito Abílio Brunini revelar que a Controladoria Geral do Município apura suspeitas de superfaturamento em contratos da Educação que poderiam gerar prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos. Entre os casos investigados estão aquisições de livros didáticos que, segundo o prefeito, chegaram a ser cotados em valores próximos de R$ 800 por unidade.

No pedido protocolado na Câmara, Maysa Leão afirma que há indícios de “superfaturamento, sobrepreço, direcionamento, pagamentos indevidos, desperdício de recursos públicos, falhas de planejamento e possível prejuízo ao erário”. A vereadora sustenta que as denúncias recebidas por seu gabinete, somadas às informações apresentadas pela prefeitura, justificam a abertura de uma investigação parlamentar mais ampla.

Apesar da pressão política, a instalação imediata da CPI ainda enfrenta obstáculos regimentais. Atualmente, a Câmara de Cuiabá já possui cinco CPIs em andamento, limite máximo permitido simultaneamente pelo regimento interno da Casa. Para que uma sexta comissão seja aberta imediatamente, o requerimento precisará reunir apoio de pelo menos 18 dos 27 vereadores. Caso obtenha apenas as nove assinaturas mínimas, a CPI ficará na fila de tramitação até o encerramento de uma das investigações já existentes.

No Legislativo municipal, a proposta passou a movimentar vereadores da base e da oposição. Parlamentares avaliam que o avanço das denúncias envolvendo a Educação pode se transformar em uma das maiores crises políticas da gestão Abilio Brunini desde o início do mandato.

A situação ficou ainda mais delicada após o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, acusar publicamente a prefeitura de ter realizado uma “pedalada fiscal” superior a R$ 100 milhões envolvendo recursos da Educação em 2025. A declaração foi feita na tribuna da Câmara e elevou ainda mais a pressão sobre o Executivo municipal.

Nos corredores da Câmara, vereadores avaliam que a combinação entre suspeitas de superfaturamento, denúncias de irregularidades em contratos e acusações envolvendo recursos vinculados ao Fundeb tornou praticamente inevitável o aprofundamento das investigações sobre a Secretaria Municipal de Educação.

A possível CPI também reacende um debate recorrente no Legislativo cuiabano sobre o excesso de comissões parlamentares abertas simultaneamente. Nos últimos meses, vereadores protocolaram pedidos de investigação envolvendo contratos administrativos, gestão orçamentária, Fundo Municipal de Educação, transporte coletivo e acordos firmados pela prefeitura em gestões anteriores.

Aliados da prefeitura afirmam que a gestão tem interesse em aprofundar todas as apurações e defendem que a própria administração municipal foi responsável por tornar públicas as suspeitas envolvendo contratos da Educação. Já vereadores independentes cobram transparência total sobre a execução orçamentária da pasta e defendem auditorias externas.

Enquanto a coleta de assinaturas segue nos bastidores, a expectativa é de que a discussão sobre a CPI domine os próximos debates na Câmara de Cuiabá, ampliando o desgaste político em torno da Educação municipal e aumentando a pressão sobre o Palácio Alencastro.

PUBLICIDADE

Baixada Cuiabana

Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”

Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”

Vereadora cobra Prefeitura de Cuiabá por atraso em emendas impositivas e exige transparência na execução dos recursos

Vereadora cobra Prefeitura de Cuiabá por atraso em emendas impositivas e exige transparência na execução dos recursos

Mensagens com ordem para participação em ato de pré-candidatura geram repercussão em Primavera do Leste

Mensagens com ordem para participação em ato de pré-candidatura geram repercussão em Primavera do Leste

Paula declara que Dilemário atuou contra grupo durante articulações na Câmara

Paula declara que Dilemário atuou contra grupo durante articulações na Câmara

Publicidade PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ALMT entra no Top 5 nacional de engajamento nas redes sociais e supera assembleias de grandes estados

ALMT entra no Top 5 nacional de engajamento nas redes sociais e supera assembleias de grandes estados

Jayme eleva tom contra grupo que comanda Mato Grosso e diz que “corrupção vai explodir”: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”

Jayme eleva tom contra grupo que comanda Mato Grosso e diz que “corrupção vai explodir”: “Não vai sobrar pedra sobre pedra”

Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”

Katiuscia reage à derrota de Abílio na LDO, chama votação de histórica e dispara: “Engole o choro e vá trabalhar”

Vereadora cobra Prefeitura de Cuiabá por atraso em emendas impositivas e exige transparência na execução dos recursos

Vereadora cobra Prefeitura de Cuiabá por atraso em emendas impositivas e exige transparência na execução dos recursos