Ilde diz que fiscalização é dever dos vereadores e rejeita acusação de ‘cortina de fumaça’
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 15/06/2026
Parlamentar afirma que a Câmara tem obrigação de fiscalizar denúncias envolvendo recursos públicos e nega que a convocação de gestores da Educação tenha motivação política.
A denúncia de supostas irregularidades que podem ter causado prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá continua provocando fortes debates na Câmara Municipal. Após protagonizar uma discussão acalorada com o vereador Demilson Nogueira (PP), o vereador Ilde Taques (Podemos) voltou a defender a convocação de ex-gestores da pasta e afirmou que os parlamentares não podem permanecer em silêncio diante de acusações que envolvem recursos destinados à educação pública.
O embate ocorreu durante sessão plenária e teve como pano de fundo a convocação do ex-secretário de Educação, Amauri Monge, para prestar esclarecimentos sobre contratos e despesas da pasta. A iniciativa foi questionada por Demilson, vice-líder do prefeito Abilio Brunini (PL), que teria classificado a medida como uma tentativa de desviar o foco das investigações em andamento.
Em resposta, Ilde afirmou que a atuação da Câmara não pode ser confundida com disputa política. Segundo ele, a função constitucional dos vereadores é justamente fiscalizar a aplicação do dinheiro público e cobrar explicações sempre que surgirem indícios de irregularidades. O parlamentar argumenta que as denúncias envolvem recursos que deveriam ser destinados à melhoria das escolas, alimentação escolar, reformas estruturais e investimentos na qualidade do ensino oferecido às crianças da Capital.
O vereador também destacou que a própria denúncia foi levada às autoridades pela atual gestão municipal, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso por parte do Legislativo. Para Ilde, a Câmara deve atuar de forma alinhada à busca por transparência e esclarecimento dos fatos, independentemente de posicionamentos políticos ou partidários.
A troca de acusações elevou a temperatura do debate. Durante a discussão, Ilde criticou integrantes da base governista e afirmou que alguns parlamentares tentam desqualificar o trabalho de fiscalização realizado pelos colegas. A declaração provocou reação imediata de Demilson, ampliando o clima de tensão que já vinha se formando nos bastidores da Câmara.
Além da convocação de Amauri Monge, Ilde também defendeu a presença do atual secretário de Educação, Reginaldo Teixeira, para apresentar informações sobre auditorias e levantamentos realizados pela administração municipal. Segundo o vereador, é fundamental que todos os envolvidos tenham a oportunidade de prestar esclarecimentos públicos sobre o caso.
O episódio também ocorre em meio às movimentações para a eleição da futura Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá. Nos corredores do Legislativo, parlamentares avaliam que as divergências sobre as investigações da Educação acabaram se misturando às articulações políticas que já estão em andamento para a sucessão do comando da Casa.
Enquanto a apuração segue em curso, a expectativa é de que novos depoimentos e a análise de documentos ampliem o debate sobre a gestão dos recursos da Educação municipal. Para Ilde Taques, o foco deve permanecer na busca por respostas. Segundo ele, diante de denúncias dessa magnitude, a omissão não é uma opção para quem recebeu da população a missão de fiscalizar os atos do poder público.
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