Demilson vence disputa com Maysa e garante prioridade para CPI da Educação em Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 15/06/2026
Presidente da Câmara reconhece precedência do requerimento protocolado por Demilson Nogueira, enquanto proposta semelhante apresentada por Maysa Leão deverá aguardar tramitação dentro da Casa.
A disputa política em torno da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá ganhou um novo capítulo. O vereador Demilson Nogueira (PP) conquistou prioridade na tramitação do pedido de investigação após a Mesa Diretora da Câmara reconhecer que seu requerimento foi protocolado antes da proposta apresentada pela vereadora Maysa Leão (Republicanos).
A decisão fortalece a posição de Demilson dentro do debate que tomou conta dos corredores do Legislativo nas últimas semanas e coloca seu pedido como o principal instrumento para apurar denúncias relacionadas à gestão da Educação municipal.
O impasse surgiu após dois grupos distintos de vereadores apresentarem propostas semelhantes para investigar contratos, despesas e possíveis irregularidades envolvendo a pasta. A duplicidade dos pedidos abriu uma disputa política sobre qual iniciativa teria legitimidade para avançar primeiro dentro da Câmara.
Com a análise técnica realizada pela Procuradoria da Casa, prevaleceu o entendimento de que o critério de precedência deveria ser respeitado. Dessa forma, o requerimento de Demilson passou a ter prioridade na tramitação, enquanto a proposta de Maysa deverá aguardar o andamento do processo ou eventual decisão futura do Legislativo.
A investigação ganhou relevância após denúncias envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Educação e suspeitas de prejuízos milionários aos cofres públicos. O tema passou a dominar parte dos debates na Câmara e provocou sucessivos embates entre parlamentares da base governista e vereadores independentes.
Nos bastidores, a disputa pela autoria da CPI também reflete uma disputa por protagonismo político. A abertura de uma comissão de investigação costuma gerar grande repercussão pública, especialmente quando envolve áreas sensíveis como educação, aplicação de recursos públicos e prestação de serviços à população.
Demilson sustenta que a apuração deve ocorrer de forma técnica e responsável, evitando antecipação de julgamentos. O vereador defende que a comissão tenha acesso a contratos, relatórios, pareceres e demais documentos necessários para esclarecer os fatos apontados nas denúncias.
Já Maysa Leão afirma que continuará acompanhando o caso e defendendo a investigação dos recursos da Educação, independentemente de qual requerimento venha a prevalecer. A vereadora tem defendido transparência total sobre os contratos e gastos realizados pela pasta nos últimos anos.
O tema ganhou ainda mais repercussão porque ocorre em meio às discussões sobre um possível prejuízo milionário envolvendo a Secretaria Municipal de Educação. As denúncias vêm sendo analisadas por órgãos de controle e já motivaram pedidos de esclarecimentos por parte de vereadores e da própria administração municipal.
A expectativa agora é pela definição dos próximos passos da Câmara. Caso o pedido avance e reúna os requisitos necessários, a CPI poderá convocar testemunhas, solicitar documentos e aprofundar a análise sobre a aplicação dos recursos públicos na Educação de Cuiabá.
Com a decisão favorável a Demilson, o cenário político dentro do Legislativo ganha um novo desenho. A disputa que começou nos bastidores passou para o centro do debate público e tende a continuar movimentando a Câmara Municipal nos próximos meses, especialmente diante da repercussão das denúncias e do interesse da população por respostas sobre a gestão da Educação na Capital.
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