Presidente da Câmara rebate críticas e descarta uso político de vetos pelo prefeito Abílio
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 10/07/2026
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afastou qualquer possibilidade de que o prefeito Abílio Brunini (PL) esteja utilizando vetos a projetos de vereadores como instrumento de pressão política durante a disputa pela Mesa Diretora da Casa. A manifestação ocorreu após críticas da vereadora Maysa Leão (Republicanos), que levantou a hipótese de parlamentares da base governista estarem sendo prejudicados por terem declarado apoio ao vereador Ilde Taques (Podemos), adversário de Paula na corrida pelo comando do Legislativo para o próximo biênio.
Segundo Paula, a interpretação não corresponde ao funcionamento da administração municipal. Ela afirmou que os projetos encaminhados ao Executivo passam por análise técnica da Procuradoria-Geral do Município, responsável por verificar aspectos constitucionais e legais antes da sanção ou do veto, independentemente de quem seja o autor da proposta. A presidente ressaltou que esse procedimento alcança vereadores da base, da oposição e até mesmo matérias de sua própria autoria, lembrando que já teve projetos barrados pelo Executivo e, posteriormente, trabalhou pela derrubada dos vetos no plenário.
A declaração ocorre em um momento de forte movimentação política na Câmara de Cuiabá. A eleição da próxima Mesa Diretora tem provocado rearranjos entre os parlamentares e dividido parte da base de sustentação do prefeito. Enquanto Abílio já demonstrou simpatia pela permanência de Paula no comando do Legislativo, outro grupo de vereadores passou a apoiar a candidatura de Ilde Taques, ampliando a disputa interna pelo controle da Casa.
Nas últimas semanas, o debate também ganhou novos contornos com a tentativa de alterar o Regimento Interno da Câmara para permitir a recondução da atual presidente ao cargo. A proposta ainda depende de ampla maioria dos vereadores para ser aprovada, mantendo indefinido o cenário político para a eleição da Mesa Diretora. Enquanto isso, aliados de diferentes grupos seguem intensificando as articulações em busca dos votos necessários para formar maioria.
Apesar das especulações sobre interferência do Executivo, Paula reafirmou que não vê relação entre a disputa interna e os vetos encaminhados pela Prefeitura. Para ela, a Procuradoria atua com base na legalidade das matérias, sem distinção entre parlamentares governistas ou oposicionistas. A presidente também defendeu que o debate sobre eventuais vetos continue sendo tratado dentro do processo legislativo, preservando a autonomia entre os Poderes e evitando que decisões técnicas sejam interpretadas exclusivamente sob a ótica política.
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