Max cobra solução para falta d’água e aguarda decreto de Pivetta sobre intervenção no DAE
Política POR: Redação
POSTADO EM: 10/07/2026
A possibilidade de uma intervenção estadual no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) ganhou força no cenário político de Mato Grosso após o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), declarar apoio à medida e afirmar que o Parlamento está preparado para analisar e votar um eventual decreto do governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos). A manifestação reforça a pressão institucional para encontrar uma solução definitiva para a crise no abastecimento de água que afeta milhares de moradores da segunda maior cidade do Estado.
Segundo Max, mesmo durante o período eleitoral, a Assembleia Legislativa manterá o calendário normal de sessões para garantir a apreciação de matérias consideradas urgentes. Entre elas está justamente a possível intervenção no DAE, caso o Governo do Estado encaminhe o decreto ao Legislativo. O deputado destacou que a Casa está preparada para deliberar sobre o tema e ressaltou que a tramitação ocorrerá com prioridade diante da gravidade da situação enfrentada pela população.
O debate ganhou intensidade depois que o conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), reforçou junto ao Governo do Estado e ao Ministério Público o pedido para que seja promovida uma intervenção na autarquia. A recomendação tem como base decisões anteriores do próprio Tribunal, que apontaram graves problemas administrativos, financeiros e operacionais no DAE, além da incapacidade da estrutura atual de garantir um serviço regular de abastecimento de água à população.
Relatórios dos órgãos de controle apontam um cenário de forte desequilíbrio financeiro. Entre as irregularidades identificadas estão um passivo estimado em cerca de R$ 315 milhões, composto por aproximadamente R$ 172 milhões em débitos com a concessionária de energia elétrica, mais de R$ 143 milhões em dívidas judiciais e cerca de R$ 158,8 milhões em créditos que deixaram de ser inscritos em dívida ativa, comprometendo a capacidade de investimento da autarquia e agravando o colapso operacional do sistema de abastecimento.
Além do aspecto financeiro, Max Russi chamou atenção para os impactos econômicos da crise hídrica sobre Várzea Grande. Na avaliação do parlamentar, a recorrente falta de água prejudica a imagem do município, dificulta a atração de novos investimentos e compromete o desenvolvimento econômico local. Para ele, o problema deixou de ser apenas administrativo e passou a representar um obstáculo para o crescimento da cidade, exigindo uma resposta firme do poder público.
Caso o governador Otaviano Pivetta decida editar um decreto de intervenção, a Constituição Estadual determina que a medida seja submetida à apreciação da Assembleia Legislativa, responsável por analisar e validar o ato do Executivo. Enquanto essa decisão não ocorre, o DAE sustenta que a atual gestão vem adotando medidas para reorganizar a autarquia e afirma que grande parte dos problemas decorre de administrações anteriores. Já os órgãos de controle entendem que as ações implementadas até agora não foram suficientes para reverter o quadro de crise enfrentado diariamente pelos moradores de Várzea Grande.
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