Podemos coloca três vereadoras na disputa pela vice de Pivetta e amplia protagonismo feminino na eleição
Política POR: Redação
POSTADO EM: 23/07/2026
As articulações para a formação da chapa que disputará o Governo de Mato Grosso em 2026 ganharam um novo capítulo com a entrada do Podemos na disputa pela indicação do candidato a vice-governador. O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e principal liderança estadual da sigla, Max Russi, defendeu que o partido ocupe esse espaço e apresentou três vereadoras como possíveis companheiras de chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos): Katiuscia Manteli, de Cuiabá; Gisa Barros, de Várzea Grande; e Dona Mara, também vereadora na Capital. A movimentação ocorre em meio às negociações entre Republicanos, Podemos e outras legendas da base governista, que buscam construir uma composição competitiva para a sucessão estadual.
A manifestação de Max Russi ocorre poucos dias depois de o próprio Pivetta afirmar que gostaria de ter uma mulher como vice e, de preferência, alguém com atuação política na Baixada Cuiabana. Embora tenha ressaltado que a definição dependerá do consenso entre os partidos aliados e só deverá ocorrer mais próximo das convenções partidárias, a declaração abriu espaço para que as legendas começassem a apresentar nomes considerados estratégicos para fortalecer a chapa governista.
Ao defender as três vereadoras, Russi destacou que todas possuem mandato, experiência política, representatividade eleitoral e atuação consolidada em seus municípios. Segundo ele, o Podemos dispõe de quadros qualificados capazes de contribuir para uma candidatura majoritária e ampliar a participação feminina nas principais disputas eleitorais do Estado. O dirigente evitou tratar a indicação como imposição ao grupo político, mas deixou claro que a legenda pretende participar ativamente da construção da chapa encabeçada por Pivetta.
A discussão sobre a vaga de vice se tornou um dos principais temas das articulações políticas em Mato Grosso. Além de representar equilíbrio regional e político dentro da futura coligação, a escolha também deverá levar em consideração fatores como capacidade de diálogo, densidade eleitoral, perfil administrativo e fortalecimento da presença feminina em cargos de destaque. A tendência é que as negociações avancem à medida que os partidos consolidem suas alianças para a eleição de outubro.
O Podemos chega às negociações em posição fortalecida. Sob a liderança de Max Russi, a legenda ampliou sua presença política no Estado e busca protagonismo na formação da chapa governista. Ao mesmo tempo, Pivetta mantém conversas com diferentes partidos da base aliada para construir uma aliança ampla, capaz de garantir sustentação política durante a campanha e, eventualmente, em um futuro governo. Apesar da movimentação, lideranças envolvidas nas negociações afirmam que ainda não há definição sobre o nome que ocupará a vice-governadoria e que a decisão será tomada em conjunto pelos partidos que integrarem a coligação.
Enquanto a escolha permanece em aberto, a antecipação das articulações demonstra que a disputa pela composição da chapa majoritária já se tornou uma das principais frentes da corrida eleitoral em Mato Grosso. Além do peso político da vaga, a definição do vice poderá influenciar alianças regionais, fortalecer bases eleitorais estratégicas e ampliar o alcance da campanha em diferentes regiões do Estado.
Política
Convenção expõe divisão no PL: 18 dos 22 prefeitos ignoram lançamento de Wellington Fagundes ao Governo
Podemos coloca três vereadoras na disputa pela vice de Pivetta e amplia protagonismo feminino na eleição
TCE propõe mudança na Lei de Licitações e mira retomada de 2,7 mil obras paralisadas em MT
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Balbinotti afirma que convenção unificou PL em torno de Wellington Fagundes para 2026
Após rompimento, Dilemário rebate Paula e diz que sempre respeitou acordo na Câmara de Cuiabá
Paula Calil rebate críticas e diz que rejeição da LDO comprova independência da Câmara de Cuiabá
