Após rompimento, Dilemário rebate Paula e diz que sempre respeitou acordo na Câmara de Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 23/07/2026
A disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá ganhou um novo capítulo após o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) rebater as declarações da atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), e negar que tenha traído o grupo político que articulava sua reeleição. Segundo o parlamentar, em nenhum momento trabalhou contra a vereadora ou torceu pelo fracasso da tentativa de mantê-la no comando do Legislativo. Ao comentar o rompimento da aliança, Dilemário afirmou que sempre cumpriu os compromissos assumidos e classificou como injusta a interpretação de que teria atuado para inviabilizar o projeto político da presidente.
A crise teve início após a suspensão judicial da votação do projeto que reduziria o quórum necessário para alterar o Regimento Interno da Câmara, medida considerada fundamental para permitir uma nova candidatura de Paula Calil à presidência da Mesa Diretora. Com o impasse jurídico e sem perspectiva de definição dentro do prazo estabelecido, Dilemário decidiu retomar sua candidatura ao comando da Casa, movimento que levou ao rompimento do acordo firmado semanas antes entre os integrantes do grupo político.
Em resposta, Paula Calil declarou que Dilemário e a vereadora Baixinha Giraldelli permaneceram no grupo apenas aguardando uma eventual derrota de sua reeleição para assumirem protagonismo na disputa. A presidente afirmou que ambos “torciam contra” a aprovação das mudanças necessárias para viabilizar sua candidatura, declaração que elevou ainda mais a tensão entre os parlamentares.
Dilemário rejeitou essa versão e sustentou que jamais desejou o insucesso da colega de Parlamento. Segundo ele, o acordo firmado estabelecia que Paula tentaria consolidar sua candidatura até uma data previamente definida. Caso isso não fosse possível, os demais vereadores ficariam livres para apresentar seus próprios projetos políticos. O parlamentar afirmou que apenas cumpriu o entendimento construído pelo grupo e voltou a defender que sua candidatura representa uma alternativa de consenso para preservar a estabilidade institucional da Câmara.
O vereador também argumentou que o impasse não foi provocado por decisões internas do grupo, mas pelas sucessivas intervenções judiciais que impediram a votação das mudanças regimentais. Na avaliação dele, a insegurança jurídica tornou inviável aguardar indefinidamente uma definição sobre a possibilidade de reeleição da atual presidente, levando-o a reorganizar sua campanha para a eleição da Mesa Diretora.
A disputa pelo comando do Legislativo cuiabano segue indefinida e tornou-se um dos principais focos da política municipal. Além de Dilemário e Paula Calil, o vereador Ilde Taques (Podemos) também permanece como pré-candidato à presidência da Câmara. Nos bastidores, a movimentação dos grupos continua intensa, com negociações voltadas à formação da futura Mesa Diretora e à consolidação de uma maioria entre os 27 vereadores. A definição dependerá não apenas das articulações políticas, mas também do desfecho das discussões judiciais envolvendo as regras da eleição interna da Casa.
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