Wellington minimiza rebelião no PL e promete diálogo com prefeitos: “É preciso ouvir e ter paciência”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 11/08/2026
Em meio ao racha interno que atinge o Partido Liberal em Mato Grosso, o senador e candidato ao Governo do Estado, Wellington Fagundes (PL), adotou um tom conciliador para responder às críticas de prefeitos da própria legenda que resistem à sua candidatura e à aliança firmada com o MDB. O parlamentar afirmou que pretende enfrentar a crise com diálogo, paciência e articulação política, evitando ampliar o conflito dentro do partido.
Durante agenda política em Cuiabá, Wellington disse que aprendeu, ao longo da vida, que divergências se resolvem ouvindo as pessoas e construindo consensos. Segundo ele, o momento exige serenidade para recompor a unidade do PL e fortalecer o projeto eleitoral do grupo para 2026.
“Meu pai sempre me ensinou que é preciso ouvir e ter paciência. Vou ter paciência para dialogar, conversar muito e buscar o melhor caminho”, declarou.
A declaração ocorre após uma série de manifestações públicas de prefeitos bolsonaristas do PL que decidiram não apoiar Wellington na disputa pelo Palácio Paiaguás. Entre eles estão Abilio Brunini (Cuiabá), Cláudio Ferreira (Rondonópolis), Sérgio Machnic (Primavera do Leste) e Edilson Piaia (Campo Novo do Parecis), todos alinhados ao projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário do senador na corrida eleitoral.
A resistência ganhou força depois da confirmação da aliança entre PL e MDB, composição que incluiu a deputada estadual Janaina Riva como integrante da chapa ao Senado. O acordo desagradou parte da base bolsonarista do partido e aprofundou as divisões internas, especialmente entre prefeitos e lideranças municipais que rejeitam qualquer aproximação com o MDB.
Nos bastidores, a tensão aumentou após o presidente estadual do PL, Ananias Filho, endurecer o discurso contra filiados que não seguirem a orientação partidária. Integrantes com mandato que fizerem campanha contra Wellington Fagundes ou contra o candidato ao Senado José Medeiros podem ser convidados a deixar a legenda, segundo o dirigente.
Apesar do clima de confronto, Wellington evitou responder às ameaças de expulsão e preferiu insistir na estratégia de aproximação. Para ele, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República será um fator de unificação do partido em Mato Grosso.
“Tudo é com calma, tudo é com cautela. Vai ser uma campanha alegre, feliz e do abraço. Tenho certeza de que o PL estará unido, principalmente no projeto Flávio Bolsonaro, e vamos conquistar a todos”, afirmou.
A tentativa de reduzir o impacto da crise também ocorre em um momento em que Wellington busca ampliar o apoio entre prefeitos e lideranças municipais. O senador tem reforçado o discurso municipalista, destacando sua atuação em defesa das prefeituras no Congresso Nacional, especialmente em pautas relacionadas ao Fundo de Exportação (FEX), renegociação de dívidas previdenciárias e aumento da autonomia financeira dos municípios.
O desafio, porém, vai além da relação institucional. A rebelião de prefeitos do próprio partido expõe uma disputa de influência dentro do PL mato-grossense e revela que a eleição de 2026 já começou a reorganizar alianças, palanques e estratégias em praticamente todas as regiões do Estado.
Mesmo diante da resistência, Wellington aposta que o diálogo e a convergência em torno do projeto nacional do PL poderão reduzir as divergências locais e evitar uma ruptura mais profunda na legenda durante a campanha eleitoral.
Política
Janaina deixa Assembleia pelo Senado, dois federais mudam de cargo e Jayme fica fora da eleição
Decisão de Dino pode tirar Fábio Garcia da vice de Pivetta e mudar estratégia eleitoral de Mauro Mendes
Pivetta e Mauro Mendes se reúnem em tentativa de evitar ruptura que ameaça chapa governista em MT
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Empresário de Mato Grosso disputa o Rally dos Sertões, maior competição off-road das Américas
Buzetti rejeita vice de Pivetta e reafirma candidatura ao Senado em MT
Após derrota na Câmara, Ranalli defende que Abilio adie votação da LDO para outubro
