Ilde Taques nega articulação política em VG e diz que R$ 40 mil eram de empréstimo
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 22/10/2026
O vereador de Cuiabá Ilde Taques (Podemos), eleito para presidir a Câmara Municipal no biênio 2027-2028, negou envolvimento em articulações políticas relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. O parlamentar também afirmou que os R$ 40 mil encontrados pela Polícia Militar durante uma abordagem eram provenientes de um empréstimo pessoal e seriam utilizados para pagar despesas de uma obra em sua propriedade.
As declarações foram divulgadas na quarta-feira (21), após a defesa do vereador ter acesso à decisão judicial relacionada à investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Ilde está entre os investigados na Operação Cathedra Venalis, que apura suspeitas de corrupção e negociação de vantagens indevidas na disputa pelo comando do Legislativo várzea-grandense.
Segundo o parlamentar, sua presença em um almoço com vereadores de Várzea Grande ocorreu a convite do vereador Dr. Miguel Júnior, a quem descreveu como amigo pessoal. Ilde afirmou que não participou de conversas ou negociações sobre a composição da Mesa Diretora e negou manter relações políticas com o presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), ou com outros integrantes do Legislativo municipal.
“Não faz sentido estarmos envolvidos em articulações políticas de outro município. Não tive e nem tenho qualquer ligação política, muito menos ilícita, com a eleição da Câmara de Várzea Grande”, declarou.
O vereador confirmou que esteve no encontro com parlamentares do município vizinho, mas sustentou que a participação se limitou à confraternização. Segundo ele, não houve envolvimento em negociações relacionadas à eleição interna da Câmara.
Dinheiro encontrado durante abordagem
Ilde também explicou a origem dos R$ 40 mil encontrados durante uma abordagem da Polícia Militar realizada após o almoço. Na ocasião, ele estava acompanhado do vereador cuiabano Alex Rodrigues (Podemos).
De acordo com a versão apresentada por Ilde, o dinheiro pertencia a ele e era proveniente de um empréstimo pessoal, cuja origem, segundo afirmou, pode ser comprovada documentalmente. O valor seria utilizado para pagar despesas de uma obra em sua propriedade.
O parlamentar declarou que informou aos policiais a origem dos recursos durante a fiscalização e afirmou que não houve apreensão do dinheiro, nem durante a abordagem nem na busca realizada posteriormente no âmbito da investigação.
Ilde também disse ter recebido com surpresa a inclusão de seu nome no caso. Ele afirmou confiar no trabalho do Ministério Público e da Justiça e declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Investigação sobre a Câmara de Várzea Grande
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar suspeitas de irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
A apuração envolve suspeitas de compra de votos, negociação de vantagens políticas e possível cooptação de agentes públicos. A investigação também alcança vereadores de Cuiabá, entre eles Ilde Taques e Alex Rodrigues, em razão de fatos que passaram a integrar as linhas de apuração do caso.
A abordagem policial em que foram encontrados os R$ 40 mil é um dos episódios relacionados à investigação. A localização do dinheiro, isoladamente, não comprova que os recursos seriam destinados à compra de votos ou que estariam ligados a eventuais irregularidades na eleição da Câmara.
Ilde nega participação em qualquer prática ilegal. As suspeitas seguem sob investigação, e a responsabilidade dos envolvidos deverá ser esclarecida pelas autoridades competentes.
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