Fávaro defende reeleição de Lula e questiona futuro de políticas para o agro com Flávio Bolsonaro
Política POR: Redação
POSTADO EM: 22/10/2026
O senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura, defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionou se o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista no segundo turno presidencial, manteria programas e investimentos voltados ao agronegócio brasileiro.
Em manifestações divulgadas nas redes sociais, Fávaro destacou resultados que atribui ao atual governo federal, como recordes de produção e exportação, ampliação do crédito rural e investimentos em ciência e tecnologia. O senador argumenta que a escolha presidencial também terá consequências para a continuidade de iniciativas destinadas a produtores rurais, agricultores familiares e assentados.
“Eu não tenho certeza que essa Embrapa Baixada Cuiabana e os avanços no campo vão continuar se o Flávio for presidente. Agora, com o Lula, sim, ele acredita na ciência, no progresso”, afirmou.
Entre as iniciativas citadas está a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na Baixada Cuiabana, instalada em Nossa Senhora do Livramento. Segundo Fávaro, o trabalho de pesquisa pode contribuir para ampliar a produção de frutas, peixes e hortaliças, além de fortalecer pequenas propriedades rurais.
O senador comparou o potencial da iniciativa ao desenvolvimento de polos agrícolas em outras regiões brasileiras, como Petrolina e Juazeiro, no Nordeste, e áreas de expansão da produção em Mato Grosso. A proposta, segundo ele, é ampliar o acesso dos pequenos produtores à tecnologia e criar oportunidades para diversificar a economia rural.
Solo Vivo e agricultura familiar
Fávaro também defendeu a continuidade do programa Solo Vivo, voltado à recuperação da fertilidade do solo e ao aumento da produtividade em propriedades da agricultura familiar e assentamentos rurais.
A iniciativa prevê apoio com insumos, como calcário e fosfato, além de máquinas, combustível e serviços necessários à preparação da terra. Para o senador, a manutenção do programa é importante para que famílias com menor capacidade de investimento possam melhorar a produção e ampliar a renda.
Ao questionar o compromisso de Flávio Bolsonaro com a continuidade da política, Fávaro sustentou que a mudança de governo pode alterar as prioridades e a destinação dos recursos federais. A declaração representa a avaliação política do senador sobre o cenário eleitoral, e não uma confirmação de que o programa seria encerrado em uma eventual mudança de gestão.
Biocombustíveis entram no debate
Outro ponto destacado pelo senador é a política de incentivo aos biocombustíveis, setor com forte presença econômica em Mato Grosso. Fávaro comparou a mistura obrigatória de biodiesel no diesel durante os governos Bolsonaro e Lula, afirmando que o percentual passou de 10% no governo anterior para 15% na gestão atual.
Ele também citou o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% e a retomada de incentivos fiscais relacionados ao setor. Na avaliação do senador, essas medidas ajudam a estimular a produção, gerar empregos e ampliar as oportunidades para agricultores e trabalhadores ligados à cadeia de energia renovável.
Fávaro ainda criticou declarações de Flávio Bolsonaro sobre possíveis prejuízos do etanol aos motores. O senador defendeu a importância econômica do combustível e afirmou que a política de biocombustíveis deve ser considerada parte da estratégia de desenvolvimento nacional.
Disputa presidencial mobiliza o agronegócio
A manifestação de Fávaro ocorre em um cenário de disputa política sobre os rumos do agronegócio, especialmente em Mato Grosso, um dos principais estados brasileiros na produção agropecuária. O senador, que também é produtor rural e comandou o Ministério da Agricultura durante parte do governo Lula, tem defendido a aproximação entre o Palácio do Planalto e o setor produtivo.
Ao pedir votos para o presidente, Fávaro convocou eleitores a conversar com familiares, amigos e vizinhos sobre os resultados das políticas públicas e a importância de sua continuidade. Ele afirmou que pretende ver os programas ampliados nos próximos anos, com mais investimentos em pesquisa, recuperação de áreas produtivas e valorização da produção brasileira.
A discussão sobre a continuidade dessas iniciativas coloca em evidência temas como crédito rural, pesquisa agropecuária, agricultura familiar e biocombustíveis. Eventuais mudanças dependerão das prioridades, do orçamento e das decisões do governo que assumir a Presidência, caso haja alternância de poder.
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