Crise na Câmara de VG ganha novo capítulo após acusações sobre distribuição de cargos
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 22/10/2026
O vereador Bruno Rios (PL) acusou o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), de prometer a outros parlamentares que a prefeita Flávia Moretti (PL) seria cassada pela Justiça Eleitoral e de negociar a distribuição de cargos na Prefeitura antes mesmo de uma eventual decisão judicial. As declarações foram feitas em meio à investigação sobre suspeitas de irregularidades na eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Segundo Bruno, a possibilidade de cassação da prefeita teria sido utilizada como argumento para atrair apoio político durante a disputa pela presidência da Câmara, realizada em maio deste ano. Na avaliação do vereador, alguns parlamentares teriam aderido ao grupo de Wanderley diante da perspectiva de ocupar espaços na administração municipal.
“Ele mesmo vendia aos colegas vereadores a promessa de que ela seria cassada, e ele mesmo já loteava a Prefeitura de Várzea Grande devido à cassação”, afirmou Bruno.
O parlamentar também relacionou as supostas articulações a uma reunião de vereadores em uma chácara no Distrito da Guia, realizada às vésperas da eleição da Mesa Diretora. De acordo com ele, o encontro ocorreu em um momento decisivo da disputa pelo comando do Legislativo e teria contribuído para aproximar parlamentares do grupo de Wanderley.
A eleição ocorreu em 14 de maio, quando Wanderley venceu Lucas Chapéu do Sol (PL), aliado da prefeita, por 12 votos a 11. O pleito, referente ao biênio 2027-2028, foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob o entendimento de que a votação havia sido realizada de forma antecipada.
Investigação apura suspeitas de negociação de apoio
As acusações de Bruno surgem em meio à Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, para investigar suspeitas de irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Wanderley está entre os investigados.
A apuração busca esclarecer possíveis negociações de vantagens indevidas e crimes contra a administração pública relacionados à disputa pelo comando do Legislativo. As suspeitas envolvem a possível oferta de benefícios em troca de apoio político, mas os fatos ainda dependem de investigação e comprovação.
O caso amplia a tensão política em Várzea Grande, especialmente diante das acusações de que a expectativa de uma eventual saída de Flávia Moretti do cargo teria sido utilizada para negociar apoio entre vereadores.
A denúncia apresentada por Bruno, entretanto, não comprova, por si só, que houve negociação ilegal de cargos ou que a cassação da prefeita estivesse garantida. As declarações deverão ser confrontadas com os demais elementos reunidos pelas autoridades.
Até o momento, as acusações atribuídas ao presidente da Câmara permanecem no campo das declarações do vereador. A investigação do Gaeco deverá esclarecer se houve irregularidades na disputa pela Mesa Diretora e se as articulações mencionadas tiveram relação com possíveis vantagens indevidas.
Baixada Cuiabana
Crise na Câmara de VG ganha novo capítulo após acusações sobre distribuição de cargos
Ilde Taques nega articulação política em VG e diz que R$ 40 mil eram de empréstimo
Gaeco apura uso de cartas de renúncia e gravações para pressionar vereadores em Várzea Grande
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Gaeco aponta uso de vídeos secretos para chantagear vereadores em Várzea Grande
Fávaro defende reeleição de Lula e questiona futuro de políticas para o agro com Flávio Bolsonaro
Crise na Câmara de VG ganha novo capítulo após acusações sobre distribuição de cargos
