Flávia compara gestão a Kalil e reclama de bloqueio político na Câmara de Várzea Grande
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 29/06/2026
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), voltou a subir o tom contra a Câmara Municipal ao reclamar das limitações impostas ao orçamento da Prefeitura e afirmar que enfrenta um dos menores índices de remanejamento financeiro do país. A declaração amplia a crise política entre o Executivo e o Legislativo municipal, que já se arrasta há meses e impacta diretamente projetos considerados estratégicos pela atual gestão.
Segundo Flávia, a atual margem de remanejamento orçamentário impede que a administração municipal faça ajustes financeiros com rapidez para atender demandas emergenciais da cidade. A prefeita comparou o cenário atual às gestões anteriores de Kalil Baracat (MDB) e Lucimar Campos (União), que contavam com percentuais mais amplos para movimentação de recursos dentro do orçamento municipal.
A chefe do Executivo afirmou que hoje possui cerca de 2,8% de margem disponível para remanejamentos, percentual que classificou como insuficiente para manter a máquina pública funcionando com eficiência. Segundo ela, se tivesse os mesmos índices autorizados em administrações passadas, não dependeria constantemente da aprovação da Câmara para executar ações administrativas e investimentos prioritários.
“O meu remanejamento é o menor do Brasil”, afirmou a prefeita ao comentar o cenário financeiro enfrentado pela gestão municipal.
O discurso aumenta ainda mais a pressão sobre o presidente da Câmara Municipal, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), alvo frequente de críticas da prefeita nos últimos meses. Flávia acusa o Legislativo de segurar projetos considerados fundamentais para áreas como Educação, orçamento e regularização financeira do município.
Entre os projetos travados está a criação do Fundo Municipal da Educação, apontado pela Prefeitura como essencial para garantir o recebimento de mais de R$ 14 milhões em recursos destinados ao setor. Segundo a prefeita, sem a aprovação da proposta, Várzea Grande pode perder prazos importantes para formalização de convênios e captação de recursos.
Flávia também afirma que o impasse político já começa a afetar diretamente a capacidade de investimento da administração municipal. Segundo ela, caso os projetos continuem sem votação, a Prefeitura poderá ser obrigada a retirar recursos de áreas como infraestrutura e manutenção urbana para manter serviços básicos da Educação funcionando.
O embate é tratado como uma das maiores crises institucionais recentes entre Prefeitura e Câmara em Várzea Grande. A relação entre os poderes se deteriorou após sucessivas divergências envolvendo orçamento, decretos administrativos e tramitação de projetos enviados pelo Executivo.
A tensão aumentou ainda mais após denúncias públicas feitas por Flávia contra integrantes do Legislativo e disputas envolvendo decretos de remanejamento financeiro. O ambiente político da cidade passou a ser marcado por acusações mútuas, judicialização de decisões administrativas e forte polarização dentro da base política local.
Apesar do clima de confronto, a prefeita voltou a pedir que a Câmara coloque os projetos do Executivo em votação e afirmou que a disputa política não pode prejudicar a população de Várzea Grande. A avaliação de aliados da gestora é de que o conflito deve continuar dominando o cenário político municipal nas próximas semanas, principalmente diante das dificuldades financeiras enfrentadas pela administração.
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