Paula Calil rebate críticas e diz que rejeição da LDO comprova independência da Câmara de Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 23/07/2026
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), reagiu às críticas de que o Legislativo estaria subordinado aos interesses do prefeito Abilio Brunini (PL) e afirmou que a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 é justamente a maior demonstração de independência da Casa. Segundo a parlamentar, o resultado da votação evidencia que os vereadores têm autonomia para deliberar sobre matérias de interesse do município e não atuam sob orientação do Executivo, mesmo mantendo uma relação institucional entre os dois poderes.
A declaração ocorre após a derrota de um dos principais projetos enviados pela Prefeitura. A proposta da LDO recebeu 12 votos favoráveis em plenário, mas não atingiu o quórum mínimo de 14 votos exigido para aprovação por maioria absoluta. O revés provocou forte repercussão política, abriu espaço para críticas do prefeito aos parlamentares e aprofundou o clima de tensão entre integrantes da base governista, principalmente em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora da Câmara no biênio 2027/2028.
Ao comentar o episódio, Paula Calil afirmou que a convivência harmoniosa entre Câmara e Prefeitura não significa submissão institucional. Para ela, a votação da LDO demonstrou exatamente o contrário: que cada vereador exerce seu mandato de acordo com sua própria convicção. A presidente também criticou interpretações que, segundo ela, distorcem os fatos políticos e reforçou que “não podemos transformar desinformação em informação”, destacando que as decisões do Legislativo são tomadas de forma colegiada durante as sessões plenárias.
A vereadora também saiu em defesa da tramitação do projeto dentro da Câmara. Conforme explicou, a proposta seguiu todos os prazos previstos no Regimento Interno, passando pelas comissões permanentes e pelo período destinado à apresentação de emendas parlamentares, além da realização de duas audiências públicas para discutir o conteúdo da peça orçamentária antes da votação em plenário.
Outro ponto destacado por Paula foi a diferença entre a LDO e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo ela, a LDO estabelece diretrizes, metas e programas que orientarão a administração municipal, enquanto a LOA detalha efetivamente as ações e os recursos destinados a cada política pública. A presidente citou como exemplo medidas aprovadas em anos anteriores, como alterações relacionadas aos profissionais da enfermagem e aos Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI), que acabaram sendo contempladas durante a elaboração da LOA, mesmo sem previsão expressa na LDO.
A rejeição da proposta também manteve a Câmara em atividade durante o mês de julho, já que o recesso parlamentar depende da aprovação da LDO. O episódio ampliou o debate sobre o funcionamento do Legislativo e fortaleceu discussões em torno de propostas para extinguir o recesso de meio de ano, tema que passou a ganhar espaço entre alguns vereadores após a continuidade das sessões legislativas.
Enquanto o Executivo prepara o envio de um novo projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, o episódio consolidou um ambiente de maior tensão política entre Prefeitura e Câmara. Paralelamente, as negociações em torno da futura Mesa Diretora seguem influenciando o cenário no Legislativo, transformando a tramitação das principais matérias do Executivo em mais um elemento das articulações políticas que antecedem a sucessão interna da Casa.
Baixada Cuiabana
Paula Calil rebate críticas e diz que rejeição da LDO comprova independência da Câmara de Cuiabá
Justiça mantém Emanuel Pinheiro no polo de ação por dívida de R$ 950 mil com produtora de campanha
Estado assume força-tarefa para reestruturar DAE e promete levar água a todas as casas de Várzea Grande
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Balbinotti afirma que convenção unificou PL em torno de Wellington Fagundes para 2026
Após rompimento, Dilemário rebate Paula e diz que sempre respeitou acordo na Câmara de Cuiabá
Paula Calil rebate críticas e diz que rejeição da LDO comprova independência da Câmara de Cuiabá
